Stroll destaca “nível muito alto” da F3 e se diz pressionado por ter ‘pulado’ GP2: “Mas é uma boa pressão”

O novato Lance Stroll, piloto escolhido pela Williams para uma de suas vagas na temporada 2017, chega à F1 sem jamais ter andado na GP2 - que, em tese, é o degrau final de preparação de um piloto. Embora ignorar a GP2 venha se tornando uma tendência entre os mais jovens, Stroll vê como "uma boa pressão" sobre ele as dúvidas sobre se está preparado o bastante

 

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Chegando à F1 após um ano de título convincente na F3 Euro, Lance Stroll enfrenta perguntas sobre sua preparação para a principal categoria de monopostos do automobilismo internacional. Isso porque Stroll escolheu não guiar na GP2, em tese o último degrau de preparação antes da F1. A ida da F3 direto para o Mundial, no entendimento de Stroll, gera pressão. E ele gosta. 

 

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Na realidade, o pulo pela GP2 não é algo tão fora do prumo assim na atualidade. Os pilotos mais jovens comumente estão passando direto da GP2, como é o caso de Max Verstappen e Carlos Sainz Jr, por exemplo, que foram direto da F3 e World Series, respectivamente, para a F1. Esteban Ocon fez GP3 em 2015 e pulou para o DTM em 2016 antes de ingressar na Manor, assim como Pascal Wehrlein também guiou no DTM antes da F1 e Daniil Kvyat partiu da F3 Euro. É uma tendência.

 
Stroll não é qualquer pioneiro neste sentido, mas não diz isso. Prefere avaliar como uma boa que pressão que recebe. E se não pela pressão, não há motivo para ser piloto, avalia.
 
"Claro que há pressão, mas é uma boa pressão. Você precisa da pressão. Sem ela, o que você está fazendo aqui? Há sempre essa pressão, e é isso que eu adoro, ter essa adrenalina e a pressão para alcançar grandes coisas", disse.
Lance Stroll (Foto: Divulgação)
Na sequência, defendeu a F3 Euro. E no nível 'muito alto' da categoria, Stroll venceu 14 das últimas 30 corridas da última temporada. 
 
"O motivo pelo qual não fiz a GP2 é que a F3 Euro tem um nível muito alto. Se a oportunidade para a F1 surgir, nada te prepara a F1 como competir nela. A GP2 é um passo acima [das outras categorias em termos de preparação], é esse passo do meio, às vezes bom de tomar, mas não acho que se compare com efetivamente competir na F1", encerrou.
 
Quando confirmado, Stroll já tinha um parceira definido na Williams: Valtteri Bottas. Mas a aposentadoria de Nico Rosberg mudou tudo. Bottas possivelmente está de partida para a Mercedes, enquanto Felipe Massa já está acertado para voltar da mais curta aposentadoria da história da F1.
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