F1
16/01/2016 11:22

Todt diz que é doloroso ver estado de saúde de Schumacher: “Michael é como se fosse da minha família”

Ex-chefe de equipe de Michael Schumacher nos tempos de Ferrari e atual presidente da FIA, Jean Todt não escondeu a tristeza ao falar do heptacampeão mundial, por quem rezou ao lado do Papa Francisco em visita ao Vaticano nesta semana
Warm Up / Redação GP, de Sumaré
 Jean Todt não escondeu a tristeza ao falar do amigo Michael Schumacher (Foto: Getty Images)
Jean Todt se notabilizou na F1 principalmente no período em que foi chefe de equipe da Ferrari. Durante este período, conviveu de forma muito próxima a Michael Schumacher, a quem se tornou praticamente parte da sua vida e família. O francês, hoje presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), esteve ao lado de Schumacher nos ‘anos de ouro’ da Ferrari e viu o alemão conquistar cinco dos seus sete títulos mundiais em Maranello.
 
Hoje, pouco mais de dois anos do acidente sofrido por Schumacher que acabou por deixa-lo internado desde então e em luta permanente pela vida, Todt não esconde a tristeza pela situação e afirmou que é doloroso ver o heptacampeão mundial em tal condição.
Jean Todt não escondeu a tristeza ao falar do amigo Michael Schumacher (Foto: Getty Images)
O dirigente francês disse que é difícil, por exemplo, comparar a situação de Schumacher com o de outro piloto que viveu um drama parecido. Jules Bianchi, que era agenciado por seu filho, Nicolas Todt, sofreu um gravíssimo acidente no GP do Japão de 2014 e, nove meses depois, não resistiu aos ferimentos e morreu, em 17 de julho do ano passado.
 
Na visão de Todt, tratam-se de situações diferentes, mas dói mais ver Schumacher nesta situação pela proximidade que tem com o piloto e sua família. 
 
“Diria que não dá para comparar. Sabia de Jules por meio do meu filho que era algo terrível, e é terrível perder alguém em um acidente”, comentou o francês, que nesta semana esteve no Vaticano em visita ao Papa Francisco, e ambos rezaram pela saúde do ex-piloto alemão.
 
“Michael é diferente porque ele é como se fosse da minha família e, se você tem alguém que é como se fosse da tua família ou muito próximo de ti e está muito mal, é claro que é doloroso, e você tem de estar lá com a família. Hoje à noite eu vou estar lá por ele. Este é o lado ruim da vida”, finalizou o francês, sem esconder a tristeza.
 
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