Wolff assume parcela de culpa e apoia fim da comunicação entre chefes e diretor de prova

Chefe da Mercedes ressaltou que transmitir conversas entre os dirigentes das equipes e o diretor de provas da Fórmula 1 foi uma medida adotada pela transparência e para gerar entretenimento, mas reconheceu que a situação saiu do controle

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Toto Wolff concordou que os chefes de equipe não devem ter acesso direito ao diretor de prova da Fórmula 1 durante as corridas. O comandante da Mercedes assumiu uma parcela de culpa nas polêmicas do ano, mas reconheceu que limites foram ultrapassados.

Ao longo da temporada, não foram poucas as vezes em que os chefes de Mercedes e Red Bull se dirigiram diretamente a Michael Masi via rádio, inclusive no momento mais polêmico da decisão do GP de Abu Dhabi. A rotina, porém, é que Ron Meadows e Jonathan Wheatly, diretores-esportivos de Mercedes e Red Bull, respectivamente, sejam responsáveis por essa comunicação.

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Toto Wolff reconheceu que as conversas com o diretor de provas devem ser limitadas (Foto: Mercedes)

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Na decisão de Yas Marina, Wolff e Horner subiram o tom com Masi em meio à polêmica da entrada do safety-car. O rubro-taurino se queixou da decisão inicial de impedir os retardatários de descontar a volta durante a intervenção do carro de segurança, enquanto o dirigente da esquadra de Brackley protestou quando a ultrapassagem foi autorizada e o safety-car chamado de volta.

Por causa da polêmica, Ross Brawn, diretor-esportivo da Fórmula 1, falou em limitar essas conversas. E ganhou o apoio de Wolff, que também fez uma mea-culpa.

“Concordo com Ross. Mas culpo igualmente a mim e Ross, pois fomos parte do processo de decisão de transmitir mais desses canais pelo propósito de transparência e entretenimento para os fãs”, disse Wolff. “Tem muita coisa acontecendo internamente que dá aos fãs uma visão dos pequenos dramas que acontecem, como um carro quebrando, nós discutindo algumas estratégias, foi uma boa intenção. Mas acho que ultrapassamos o limite”, seguiu.

“Preciso puxar a minha orelha e a de Christian [Horner]. Tivemos a oportunidade de falar diretamente com o diretor de prova e, como lutamos tão ferozmente pelos interesses das nossas equipes, todos nós ultrapassamos os limites”, reconheceu. “Foi, certamente, parte das falhas deste ano que, sob pressão dos chefes de equipe, a vida do diretor de provas também não foi fácil”, admitiu.

Além de se posicionar a favor do fim da comunicação com o diretor de provas, Wolff também quer restrições ao lobismo de diretores-esportivos das equipes.

“Acho que o chefe de equipe não deveria falar diretamente com o diretor de provas. Deveriam ser os diretores-esportivos”, apontou. “Iria até um passo além. Não acho que os diretores-esportivos deveriam fazer lóbi com o diretor de prova ou aplicarem pressão”, completou.

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