Tribunal Internacional da FIA julga nesta quinta caso do teste secreto envolvendo Pirelli e Mercedes

Sob os olhos dos rivais, o Tribunal Internacional da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) julga nesta quinta-feira (20) o polêmico teste secreto envolvendo a Pirelli e a Mercedes

Nesta quinta-feira (20), o Tribunal Internacional da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) julga o caso do teste secreto envolvendo a Pirelli e a Mercedes, em Paris. O episódio veio à tona no fim de semana do GP de Mônaco, disputado em 26 de maio, quando foi revelado que a equipe alemã realizou um teste de pneus com a fornecedora italiana durante três dias em Barcelona, logo após a etapa espanhola. No treino, a esquadra chefiada por Ross Brawn utilizou, além dos dois pilotos titulares, o carro de 2013, entre os dias 15 e 17 de maio.

O procedimento, a princípio, fere o Regulamento Esportivo da F1, que proíbe testes ao longo da temporada com o modelo atual e pilotos inscritos no campeonato. Tão logo o polêmico episódio se tornou público, Red Bull e Ferrari entraram com protesto contra a atitude da rival germânica.

Pirelli e Mercedes serão julgadas nesta quinta (Foto: Getty Images)

A Pirelli alegou que a sessão teve como objetivo testar os pneus que a fabricante projeta para a temporada de 2014 e entende que a Mercedes não levou vantagem alguma. A escuderia prateada seguiu o discurso da empresa italiana e afirmou não ter sido beneficiada pelo teste secreto. Entretanto, Ferrari e Red Bull entendem que as Flechas de Prata acumularam conhecimento sobre o comportamento dos pneus e tiveram a chance de avaliar melhor o desempenho do carro de 2013. A fornecedora, por contrato, tem direito a 1.000 km em testes com as equipes ao longo do ano.

Por isso, o impasse foi levado ao Tribunal Internacional da entidade máxima do esporte a motor. O inglês Edwin Glasgow é o presidente do Tribunal e é quem vai conduzir o julgamento desta quinta. Glasgow possui 40 anos de experiência na área jurista britânica e também fez parte da Corte de Apelações da FIA. E é a federação máxima quem vai abrir os trabalhos, depois será a vez de Mercedes e Pirelli falarem.

Pelos lados da escuderia de Brackley, Ross Brawn terá a seu lado o chefe de corrida Andrew Shovlin e o gerente Ron Meadows, além do advogado Paul Harris, o mesmo que o defendeu em 2009 no caso dos difusores. Paul Hembery, diretor de competições, representa a marca italiana.

Christian Horner, chefe da Red Bull, também está presente na sessão, assim como representantes de Ferrari, McLaren e Williams.

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