Venda de sede em Woking “não afeta trabalhos na Fórmula 1”, afirma chefe da McLaren

Andreas Seidl disse que o processo de venda da suntuosa sede da McLaren em Woking é parte de uma estratégia que já estava traçada desde o começo do ano. O alemão não vê maior impacto na estrutura da equipe multicampeã da F1

A movimentada quinta-feira (10) no noticiário do esporte a motor trouxe também a informação de que a McLaren colocou à venda a icônica sede de Woking, na Inglaterra. Segundo a emissora britânica Sky News, a empresa gerida por Zak Brown pretende fazer a transação financeira no formato chamado sale-and-leaseback, o que significa vender a propriedade para depois alugá-la de volta. O objetivo é tentar equilibrar as contas e frear de alguma forma os danos causados pela pandemia do novo coronavírus, com o ganho esperado de £200 milhões (cerca de R$ 1,3 bilhão)

Desta forma, com a condição de seguir na base inaugurada desde 2003, a McLaren acredita que a negociação financeira não vai atrapalhar no dia-a-dia da escuderia dona de oito títulos do Mundial de Construtores e 12 do Mundial de Pilotos. A venda vem sendo preparada pelo agente imobiliário Colliers.

Ouvido pelo site norte-americano Motorsport.com, Andreas Seidl, chefe da McLaren, foi perguntado a respeito.

Andreas Seidl está tranquilo sobre o futuro da McLaren na F1 mesmo com a venda da sede (Foto: McLaren)

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“Isso simplesmente é uma parte da estratégia de refinanciamento que foi anunciada no começo do ano no grupo McLaren. Isso não afeta nossos trabalhos diários na Fórmula 1. E, da minha parte, isso é tudo”, respondeu o alemão, um dos pilares do momento de reconstrução da segunda equipe mais vitoriosa da F1, com 182 triunfos, só atrás da Ferrari, com 238.

Por que a McLaren colocou sede à venda?

O Centro de Tecnologia da McLaren abriga uma vasta coleção de carros históricos da marca inglesa, além do túnel de vento para os testes dos carros. O prédio foi desenhado pelo arquiteto Norman Foster e teve inauguração em 2003.

O negócio, o qual a fábrica já assegurou que não vai afetar operações do dia a dia, é o último de uma série de passos dos donos da escuderia inglesa para levantar fundos. Em junho, um mês após ter demitido 1.200 funcionários, o grupo fechou um empréstimo de mais de R$ 1 bilhão com o Banco Nacional de Bahrein, um dos acionistas do Grupo McLaren.

A McLaren também indicou a Goldman Sachs e HSBC como assessores para um novo aumento de capital para o próximo ano, assim como na reestruturação da dívida.

“A potencial venda e relocação de nossa sede global e a nomeação de bancos para nos aconselhar sobre uma reestruturação de débito e aumento de capital fazem parte da estratégia de refinanciamento que anunciamos no início deste ano”, disse um porta-voz da McLaren.

“Com base nas medidas de curto prazo implementadas durante o verão, as iniciativas irão gerar um balanço patrimonial mais forte e assim garantir que o Grupo McLaren tenha uma plataforma sustentável de crescimento e investimento a longo prazo”, disse o assessor de imprensa.

“A proposta de venda e relocação reflete as melhores práticas entre as empresas líderes e não vai ter impacto em nossas operações. O Campus McLaren, que compreende o Centro de Tecnologia, o Centro de Produção e o Centro de Liderança, é uma instalação icônica de classe mundial e que vai continuar como nossa casa no futuro”, concluiu.

No último mês, a companhia anunciou perdas de £184 milhões (ou R$ 1,2 bilhão na cotação atual) por conta das incertezas trazidas pela inatividade provocada pela pandemia de Covid-19. As operações de pista da McLaren, que incluem sua participação nas 500 Milhas de Indianápolis, equivalem a cerca de 20% da receita anual.

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