Verstappen nega surpresa com saída da Honda e espera “não virar Fred Flintstone” em 2022

Vilma! Verstappen não quer se tornar um Flintstone a partir do momento em que a Honda deixar a Fórmula 1 de vez

Após a Honda anunciar, na semana passada, que deixará a Fórmula 1 ao fim da temporada 2021, muito da preocupação quanto à Red Bull girou em torno de Max Verstappen. Após assinar contrato em janeiro deste ano e com duração até o fim de 2024, o holandês agora se vê sem respostas quanto ao que será da equipe no ano em que as novas regras do Mundial entram em vigor. Se o mundo ficou surpreso com a decisão, porém, Verstappen garante que não foi o caso para ele. Agora, quer evitar se tornar um Flintstone.

De acordo com o piloto, o fato da Honda jamais ter se comprometido com a permanência além de 2021 era um fator sempre importante. Sobre atrapalhar os que se imaginava do futuro da equipe, mostrou-se despreocupado: lidar com situação como essas é sempre parte de fechar um acordo de longa duração.

“Veio depois que eu assinei o contrato [o desligamento da Honda], mas eles nunca se comprometeram por muito tempo, então dava para esperar algo assim. É a mesma coisa em todas as equipes: você assina um acordo, mas quem é que vai saber o que vai acontecer em cinco anos?”, questionou durante a entrevista coletiva da FIA em Nürburgring.

“Dava para sentir chegando. Acho que a situação no mundo não está ajudando. Especialmente do começo do ano para cá, mesmo depois que começamos, não tem sido fácil”, seguiu.

Apesar do anúncio, Max recorda que a Honda ainda tem bastante tempo para trabalhar no Mundial. Neste período, o objetivo segue sendo o mesmo: acelerar. A temporada 2022 fica para ser pensada em momento mais oportuno, mas, é fundamental, com um motor no carro. Só não quer acelerar com as próprias pernas tal qual um Flintstone.

Max Verstappen terá que motor em 2020? (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)

“Continuamos acelerando, também foi o que eles disseram. Eles vão sair, mas não vão diminuir o trabalho por enquanto. Temos de seguir trabalhando juntos, porque temos ótimo relacionamento e é muito bom trabalhar com o pessoal. Então, pelo resto do ano, temos de continuar. Ano que vem teremos um motor novo, estou ansioso. Quero dar a todos um bom final e acelerar até a última corrida”, continuou.

“Ainda estamos com eles por um ano e meio e, depois disso, teremos novas regras para os carros, então há muito desconhecido. No momento, não faz sentido pensar nisso. Estou focando no que tenho de fazer: tentar guiar o carro o mais rápido que eu posso. Só espero não terminar como o Fred Flintstone e acelerar com minhas próprias pernas”, finalizou.

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