Williams adota cautela com motor Mercedes e põe Ferrari e Honda como ameaças em 2026
James Vowles, chefe da Williams, falou sobre o desenvolvimento da nova unidade de potência da Mercedes, mas destacou que Ferrari e Honda também têm potencial para liderar a ordem de forças a partir do próximo ano na Fórmula 1
Não é segredo para quem acompanha de perto a Fórmula 1 que o novo motor da Mercedes, desenvolvido para o regulamento técnico de 2026, é visto por muitos como o favorito para liderar a próxima era da categoria. Ainda assim, James Vowles, chefe da Williams e ex-membro do time de Brackley na era Lewis Hamilton, pediu cautela.
Segundo o dirigente, é cedo demais para cravar qualquer superioridade da Mercedes diante de rivais como Honda e Ferrari, que também estão trabalhando há meses na produção das novas unidades de potência. O engenheiro britânico lembrou que essas marcas possuem histórico forte e que ninguém sabe ao certo o que cada fabricante está preparando — especialmente a Honda, que retornará como fornecedora oficial da Aston Martin, equipe que contará com um carro projetado por Adrian Newey.
“É uma conversa interessante no paddock, porque ninguém sabe. Não é como se os fabricantes se reunissem para mostrar quem está melhor em potência, peso ou eficiência”, explicou Vowles ao podcast Beyond the Grid, da Fórmula 1.
“A Mercedes sempre se saiu bem nas mudanças de regulamento, mas a verdade é que não sabemos o que Ferrari e Honda têm nas mãos. Estou feliz com o trabalho feito até agora, mas só vamos saber a realidade quando as luzes se apagarem em Melbourne“, completou.

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Além de Williams e McLaren, a Alpine fechou um acordo após descontinuar a produção de motores próprios e também terá os carros equipados com motores da marca alemã a partir o ano que vem. Para Vowles, o novo regulamento tem potencial para embaralhar completamente a hierarquia atual. Equipes do meio do pelotão podem subir, enquanto outras podem perder terreno.
“Nada de 2025 será aproveitado. Isso vai misturar a ordem do grid, e acho isso ótimo para o esporte. Não veremos um domínio como o de 2014, mas certamente haverá diferenças entre as equipes”, disse.
“Minha previsão é que as ultrapassagens serão diferentes. Será um jogo de xadrez entre os pilotos, sobre como usar a energia e o carro da melhor maneira”, explicou. “Haverá circuitos, como Spa-Francorchamps e Monza, em que a energia será um desafio maior, mas isso cria uma dinâmica interessante”, concluiu o chefe da Williams.
A Fórmula 1 retorna entre os dias 17 e 19 de outubro no Circuito das Américas, em Austin, que é sede do GP dos Estados Unidos, a 19ª etapa da temporada 2025.
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