Sem patrocínio, Petecof fica fora de rodada tripla da Fórmula 2 no Azerbaijão

Gianluca Petecof não vai correr neste fim de semana nas ruas de Baku, no Azerbaijão. A Campos queria contar com o paulista de 18 anos, mas não houve um acordo em termos financeiros, soube o GRANDE PRÊMIO. Desta forma, apenas dois pilotos brasileiros disputam a rodada tripla da F2 entre sábado e domingo: Felipe Drugovich e Guilherme Samaia

Castroneves passou Palou para vencer a Indy 500 (Vídeo: NBC)

O primeiro dia deste mês de junho traz uma notícia ruim para o automobilismo brasileiro. Gianluca Petecof não chegou a um acordo financeiro com a equipe espanhola Campos e, desta forma, salvo qualquer reviravolta de última hora, está fora da rodada tripla da Fórmula 2 neste fim de semana no Azerbaijão, soube o GRANDE PRÊMIO.

O piloto de 18 anos, ainda na semana passada, se mostrou bastante pessimista e disse, em entrevista ao jornalista Lito Cavalcanti, que “a realidade é não correr em Baku”. Depois de alguns dias de negociação, as duas partes, o staff de Petecof e a Campos, não conseguiram encaixar as bases para manter o piloto no grid da Fórmula 2.

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Sem orçamento, Gianluca Petecof enfrentou uma jornada bastante complicada na Fórmula 2 (Foto Campos)

Petecof conseguiu manter sua carreira com muita luta depois que perdeu o patrocínio da petrolífera Shell, que estava com o jovem desde 2015, em meados do ano passado, quando disputava o título da Fórmula Regional Europeia. Sua trajetória na categoria ficou em xeque, mas o piloto recebeu um apoio fundamental de duas patrocinadoras: a Matrix e a Americanet.

Gianluca não apenas conseguiu completar a temporada como foi campeão, em título conquistado pela equipe italiana Prema — time que Petecof representou desde 2018, na Fórmula 4 Italiana e Alemã, até 2020. Com o título, o paulista conseguiu alcançar os pontos necessários para a obtenção da superlicença, documento que permite a um piloto correr na Fórmula 1.

Meses depois, já sem a Shell, Petecof anunciou sua saída da Academia de Pilotos da Ferrari, projeto que representou desde 2017. E a partir de então, o brasileiro iniciou uma corrida contra o tempo para buscar orçamento e conseguir encontrar um lugar para correr em 2021. Veio, então, a oportunidade para representar a Campos, mas não na Fórmula 3 e sim na Fórmula 2. Um grande salto na carreira do jovem paulista.

Ter Gianluca em um dos seus carros foi um dos últimos desejos de Adrián Campos, fundador da equipe espanhola e que morreu no começo de 2021.

O brasileiro assinou com a Campos, mas não tinha orçamento para a temporada toda. A condição era que o piloto conseguisse encontrar patrocínio para garantir os custos para cobrir todo o campeonato. Petecof disputou a rodada tripla no Bahrein e também participou dos testes que a F2 promoveu em Barcelona.

Por muito pouco, Gianluca não correu em Mônaco, já que não havia orçamento para disputar a etapa no Principado. Em acordo com a Campos, as duas partes conseguiram reunir esforços e conseguiram colocar o brasileiro no cockpit do carro #20 para o fim de semana em Monte Carlo.

Foi, para o piloto, uma jornada cheia de percalços: quebra de motor no treino livre e pouco tempo para aprender a complicada pista de Mônaco, incidentes nas corridas 1 e 2 e, mesmo na terceira e principal prova da rodada, quando mostrou bom ritmo de corrida, o brasileiro enfrentou diversos problemas e classificou o fim de semana como “o mais difícil possível”.

Depois da etapa de Mônaco, o staff de Petecof colocou o cockpit à disposição da Campos. Mas a equipe espanhola, soube o GRANDE PRÊMIO, sempre quis contar com Gianluca e gostaria de tê-lo no Azerbaijão. Contudo, depois de uma reunião na manhã desta terça-feira, as duas partes não chegaram a um acordo.

Desta forma, o Brasil vai ser representado por dois pilotos neste fim de semana no Azerbaijão: Felipe Drugovich, dono de dois pódios na etapa de Mônaco, e Guilherme Samaia.

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