Félix da Costa confirma favoritismo e vence com facilidade GP de Macau. Nasr é quinto e Derani, sexto

António Félix da Costa liderou todas as 15 voltas da última corrida do GP de Macau. O piloto foi pressionado por Felix Rosenqvist no começo da prova, mas logo conseguiu abrir vantagem e disparar rumo à vitória

Não há limites para António Félix da Costa. Em um ano em que já havia lutado pelo título da GP3, impressionado ao vencer quatro das últimas cinco corridas da World Series e liderado um dia de atividades do treino dos novatos da F1, em Abu Dhabi, parecia que não faltava mais nada ao piloto português. Talvez carecesse apenas um título para que o luso pudesse ser conhecido por campeão. E ele veio neste domingo (18), no GP de Macau, onde o piloto ibérico triunfou praticamente de ponta a ponta.

Na grande decisão deste domingo, Félix da Costa só foi incomodado na largada. Saindo da pole-position, por ter vencido a corrida de classificação, o piloto da Red Bull foi ultrapassado por Felix Rosenqvist, que se aproveitou do vácuo do adversário, ainda nas primeiras curvas.

No entanto, mais importante do que largar em primeiro em Macau é contornar a perigosa curva Lisboa na frente. E isso o piloto português conseguiu fazer sem maiores problemas. Se aproveitando das longas retas do traçado, o luso deu o troco em Rosenqvist, retomando a primeira colocação antes do início do trecho de montanha. Alex Lynn também conseguiu a passagem, pulando para a segunda colocação.

António Félix da Costa venceu de ponta a ponta em Macau (Foto: Facebook/António Félix da Costa)

O britânico, no entanto, não foi capaz de se defender e o sueco pôde retomar a vice-liderança e passar a ameaçar Félix da Costa. Um pouco mais atrás, Daniel Juncadella, que lutava pelo bicampeonato, assumiu o quarto posto, seguido por Pascal Wehrlein e Felipe Nasr.

Na segunda volta, os sonhos de Juncadella acabaram quando o piloto tocou o muro na reta principal, abandonando a corrida. Com isso, os quatro primeiros colocados formaram um grupo compacto, com Nasr tentando se aproximar um pouco mais atrás. A tarefa do brasileiro foi facilitada com a entrada do safety-car para que o carro batido de Lucas Wolf fosse retirado de posição perigosa.

No recomeço, Félix da Costa conseguiu evitar que Rosenqvist se aproveitasse do vácuo para manter a liderança. A partir daí, os cinco primeiros formaram uma fila indiana sem maiores brigas por posições. Com o português fazendo volta mais rápida atrás de volta mais rápida, Rosenqvist não só perdeu contato com o líder, mas também começou a ser ameaçado por Alex Lynn. Os dois, no entanto, jamais voltaram a duelar por posição.

Assim, sem maiores problemas, Félix da Costa recebeu a bandeira quadriculada na frente e pôde comemorar a vitória no tradicional GP de Macau. Rosenqvist encerrou em segundo, seguido por Lynn. Wehrlein concluiu na quarta colocação, com Nasr finalizando em quinto.

O outro brasileiro na disputa, Pipo Derani, fez uma corrida bastante agressiva e cheia ultrapassagens para terminar numa boa sexta colocação. Carlos Sainz Jr., Raffaele Marciello, Harry Tincknell e William Buller completaram o grupo dos dez primerios.

A corrida teve dois acidentes mais fortes. Faltando apenas duas voltas para o final, o atual campeão da F3 Japonesa, Ryo Hirakawa, bateu na barreira de proteção na curva do Pescador, sendo em seguida acertado por Lucas Auer. Curiosamente, os fiscais de prova demoraram a retirar o carro do nipônico, e a corrida continuou mesmo com o equipamento parado em posição perigosa na reta principal. Na última volta, Luis Sá Silva e Dennis van der Laar se acidentaram na tangência da curva Lisboa e tiveram seus carros içados pelo guindaste.

Antonio Félix da Costa foi dominante em Macau (Foto: GP de Macau/Divulgação)

O campeão – António Maria de Mello Breyner Félix da Costa nasceu em 1991 e é dono de um dos maiores sobrenomes do automobilismo mundial. O piloto ficou conhecido, em 2009, quando venceu o Campeonato Norte-Europeu de F-Renault e dominou o Europeu até ser desclassificado na penúltima etapa, batendo nomes como Jean-Éric Vergne e Roberto Merhi.

Depois, perambulou por GP3 e F3 Euro sem conseguir se firmar. Mas tudo mudou neste ano. Ele fechou para correr com a Carlin na GP3, onde disputou o título até a última etapa. Além disso, foi chamado pela Red Bull para integrar o programa de jovens pilotos da empresa, passando a competir também na World Series, onde venceu quatro das últimas cinco corridas da temporada.

Essa, aliás, é a primeira vez que um piloto rubro-taurino triunfa nas ruas de Macau. Para o ano que vem, Félix da Costa deve disputar novamente a World Series, além de participar do desenvolvimento da equipe na F1.

F3, Circuito da Guia, GP de Macau, final:

 

 

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