Piastri vence corrida 1 da F3 na Áustria. Fraga sai de último para 16°

Oscar Piastri bateu rodas com Sebastián Fernández na largada. O espanhol abandonou; o australiano venceu. O melhor brasileiro foi Igor Fraga, que foi de 30° para 16°

A corrida 1 da Fórmula 3 na Áustria, realizada neste sábado (4) no Red Bull Ring, começou a ser definida na largada. O espanhol Sebastián Fernández, pole-position, precisou brigar por posição com Oscar Piastri na largada, embate que terminou com toque entre os dois. Pior para Fernández, que rodou e abandonou com o carro da ART Grand Prix; melhor para o australiano da Prema Racing, que manteve a liderança e partiu para vitória tranquila.

Na sequência, a sorte seguiu sorrindo para Piastri. Enquanto o resto do grid se digladiava, o piloto de 19 anos conseguiu abrir vantagem. Norte-americano que tem como coach o brasileiro Oswaldo Negri Jr., Logan Sargeant subiu para segundo, mas não conseguiu se aproximar do companheiro de equipe. O pódio ficou completo com a presença de Alex Peroni, que conseguiu excelente resultado no retorno, após levantar voo em acidente assustador em Monza na temporada passada.

Frederik Vesti surgiu em quarto, com Lirim Zendeli em quinto. A zona de pontos ainda teve Lian Lawson, David Beckmann, Richard Verschoor, Aleksandr Smolyar e Clément Novalak.

Oscar Piastri
Oscar Piastri vence a primeira corrida da temporada da F3 na Áustria (Foto: F3/Twitter)

Para os brasileiros, o dia foi de recuperação. Igor Fraga fez um belo trabalho, saindo de 30° no grid para 16°. O resultado ainda pode mudar, já que o brasileiro está sob investigação por perder peça do carro antes da prova começar. Enzo Fittipaldi subiu para 18° após começar em 29°. Os dois são estreantes no certame.

A corrida 2 do fim de semana acontece no domingo. A categoria segue na Áustria por mais uma semana, repetindo a dose em sete dias.

Saiba como foi a corrida 1 da F3 na Áustria

A corrida começou frenética no Red Bull Ring. Fernández era pole, mas se envolveu em toque com Piastri na primeira curva. Os dois seguiram na prova, mas o espanhol claramente havia levado a pior. Depois de despencar para o fim do grid, foi necessário retornar aos boxes e abandonar.

Piastri deixou a primeira curva precisando lutar pela liderança com Zendeli. Não foi simples, mas manteve a ponta. O alemão da Trident manteve o segundo lugar, com Sargeant a seguir. Peroni, o australiano da Campos Racing, ficava em quarto ao fim da primeira volta. A zona de pontos ainda tinha Vesti, Beckmann, Lawson, Verschoor, Smolyar e Novalak.

Sebastián Fernández
Acidente na largada tira o pole Sebastián Fernández da corrida no Red Bull Ring (Foto: F3/Twitter)

Para os brasileiros, as primeiras voltas foram frutíferas. Igor Fraga largou em 30°, mas já estava em 19° na altura da quinta volta. Enzo Fittipaldi também progrediu, indo de 29° para 21°. Pontos, entretanto, seguiam como um sonho distante.

Na frente, Piastri começava a disparar na liderança. Zendeli claramente tinha menos ritmo e sofria para seguir em segundo. Depois de muito se defender, precisou ceder na volta 6: Sargeant e Peroni passaram numa tacada só. Os dois agora precisavam trabalhar juntos para buscar o líder.

Os problemas de Zendeli continuavam. O competidor de 20 anos foi novamente ultrapassado, agora por Vesti, caindo para quinto. A boa notícia é que deu para estancar a sangria, com o sexto colocado Lawson incapaz de aplicar pressão.

A Fórmula 3 ganhou nova cerimônia de pódio (Foto: Reprodução)

Na frente, a corrida ficava mais calma. Piastri conseguia manter vantagem sobre Sargeant, mas cada vez menor: depois de abrir 3s5, a queda para 2s6 com oito voltas para o fim mantinha uma chance de briga por vitória.

Os dois brasileiros no grid seguiam crescendo na prova, mas de forma mais tímida. Fraga ultrapassou o companheiro Stanek e chegou ao 16° lugar, mas com um porém: estava sob investigação por perder uma peça do Dallara da Charouz Racing System durante uma das voltas de aquecimento, antes da corrida. Fittipaldi, por sua vez, conseguiu subir para 18°.

A corrida, na sequência, seguiu sem muita ação. Os pilotos mantiveram uma abordagem mais cautelosa e receberam a bandeira quadriculada pela primeira vez em 2020.

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