Bird revela que briga decretou saída da Mercedes e convite da Virgin salvou carreira: “Não podia pagar o aluguel”

Sam Bird ficou com a carreira por um fio nos primeiros meses de 2014, após ser cortado pela Mercedes mesmo após uma temporada positiva na GP2. Estava sem dinheiro e sem trabalho, o que fez considerar a aposentadoria. Até que chegou o convite da Virgin para disputar a temporada inaugural da Fórmula E

Apenas dois pilotos venceram corridas em cada uma das cinco temporadas da história da Fórmula E: um deles é Sam Bird. Quem vê o piloto inglês hoje, sucesso na categoria dos carros elétricos onde é habitué das lutas por vitória e já lutou até por título e ainda com uma boa vaga no WEC, não imagina que a carreira quase foi encerrada cinco anos atrás, aos 27 anos de idade. Mas o chamado da Virgin evitou que Bird largasse as pistas.

 
Bird teve um parte da carreira ligado à Mercedes, como piloto da academia da marca alemã. Na temporada 2013 da GP2, então pela Russian Time, Sam terminou com o vice-campeonato – atrás de Fabio Leimer – e como o piloto que mais venceu corridas. Superou, naquela oportunidade, nomes como Felipe Nasr, Marcus Ericsson, Jolyon Palmer, Alexander Rossi, Robin Frijns, Mitch Evans e Daniel Abt.
 
Um desentendimento envolvendo os responsáveis por sua carreira e o diretor-executivo da Mercedes, Toto Wolff, entretanto, decretaram o fim do acordo após meses de nenhuma oferta vinda da fábrica e poucas oportunidades vindas de outros lugares. 
Sam Bird (Foto: Virgin)

"Foi um período péssimo. Eu basicamente fui demitido da Mercedes por causa de uma decisão tomada pelos meus empresários da época. Toto não gostou da resposta deles para alguma coisa, então eu nunca pude sentar novamente num carro de F1, nunca fui convidado para o DTM e me disseram que meu tempo por lá tinha acabado", revelou.

 
"Foi logo após eu ser vice-campeão da GP2 com cinco vitórias naquele ano. Cinco vitórias na GP2 e você pensa: 'Espero ter uma vaga na F1.' Infelizmente, não. Nem perto disso", seguiu.
 
O que seguiu foi problema do trabalhador normal: falta de dinheiro e sobra de boletos a pagar. 
 
"Fui de ter um emprego que me pagava bem a não ter nada. Meus empresários da época já estavam tirando uma grande porcentagem do que eu ganhava e fiquei literalmente sem dinheiro. Nada", contou.
 
A Virgin apareceu, então, com a chamada para os testes de pré-temporada da FE, em 2014. E, na sequência, com um contrato para ser titular da categoria. 
 
"Estava algumas semanas de ter que encerrar a carreira no esporte a motor e ir trabalhar numa academia ou algo assim, pegar um diploma de personal trainer, porque não podia pagar a conta de eletricidade, os impostos e o aluguel. Por sorte, apareceu a oportunidade da FE, com a Virgin, e eu aproveitei. Olha a mudança de sorte", afirmou.
 
53 corridas e oito vitórias depois, pode dizer que fez a escolha certa.

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