Mortara cria casca com vice, se afirma no Marrocos e vira candidato forte na Fórmula E

Edoardo Mortara viu Nyck de Vries soltar o grito de campeão no ano passado e precisou amargar o vice, mas veio com tudo em 2022 e mostra que está na melhor fase do ano em momento crucial para a decisão do campeonato

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Com quatro pilotos separados por apenas 15 pontos — o líder Edoardo Mortara tem 139, enquanto o quarto Mitch Evans possui 124 —, é impossível cravar quem será o campeão da Fórmula E ao final da temporada, em agosto. No entanto, uma coisa é possível dizer: o suíço da Venturi pavimentou um caminho firme até aqui, que o coloca como favorito direto à conquista de seu primeiro título mundial.

Os números de Mortara em 2022 são impressionantes: as únicas duas vezes em que não pontuou este ano — corrida 2 de Roma e eP de Mônaco — foram em ocasiões nas quais precisou abandonar a corrida. Em todas as outras, saiu com pelo menos seis pontos — sua pontuação mais baixa — e enfim assumiu a primeira colocação do campeonato, após contar com um dia para esquecer do então líder Stoffel Vandoorne.

A imprevisibilidade da Fórmula E pode fazer com que o favoritismo de Mortara caia por terra já no próximo final de semana de disputa, que vai contar com duas corridas em Nova York, mas o histórico da temporada indica uma trajetória diferente. Além de ser extremamente regular, Edoardo está em seu melhor momento do ano: somou 90 pontos nas últimas quatro corridas, com suas duas primeiras poles na categoria e uma volta mais rápida no período.

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Edoardo Mortara dominou eP de Marrakech e garantiu grande vitória (Foto: FIA Fórmula E)

Ou seja: no momento mais importante do campeonato, em que o calendário prevê mais três rodadas duplas até o encerramento, o suíço subiu o nível e passou a ocupar sempre as primeiras posições — a última vez que não foi ao pódio aconteceu justamente em Monte Carlo, quando abandonou em 30 de abril. Se forem desconsideradas as corridas em que não conseguiu completar, Mortara deixou de subir ao pódio pela última vez na corrida 1 de Roma — quarta etapa do campeonato, disputada no dia 9 de abril.

Desde então, o companheiro de Lucas Di Grassi se notabilizou pela competitividade, sempre brigando pelas primeiras posições e se destacando também na classificação. Depois de muito tentar, Mortara enfim achou o ponto certo com a primeira pole da carreira, na Alemanha, e ainda repetiu a dose no dia seguinte.

Quanto aos concorrentes diretos, absolutamente todos apresentam condições claras de levantar o caneco. Stoffel Vandoorne liderava a disputa até chegar no Marrocos, mas um péssimo dia na classificação o deixou com muito trabalho a fazer na corrida. Terminou em oitavo, o que ainda representou um controle de danos, e segue na terceira colocação.

Jean-Èric Vergne, DS Techeetah, Fórmula E 2022, eP de Jacarta
Vergne é o concorrente mais próximo de Mortara no momento, mas ainda persegue vitória em 2022 (Foto: Fórmula E)

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Mitch Evans, o quarto colocado, demonstra ser quase imparável em seus melhores dias — ao menos, tem sido assim em 2022. No entanto, ainda lhe falta a regularidade necessária para conseguir enfim assumir a ponta. Mas olho no neozelandês: quando se adapta a uma pista, o piloto da Jaguar tem demonstrado um ritmo alucinante — e não se esconde nos momentos de dividir as curvas com os rivais — o que pode gerar uma vantagem muito interessante em um campeonato com três rodadas duplas até o fim.

Por último, o segundo colocado Jean-Èric Vergne. Certamente o piloto mais regular do campeonato, o francês ocupa a vice-liderança sem ter vencido uma corrida sequer em 2022, mas pontuando em absolutamente todas. Bicampeão da categoria e com predicados que justificam qualquer favoritismo, o que tem faltando a Vergne para ser o destaque é justamente o que Mortara tem conseguido: vitórias. Se enfim voltar a vencer, o piloto da DS Techeetah representa uma forte ameaça ao suíço.

Algo precisa ser destacado, porém. Com três rodadas duplas pela frente até o fim do campeonato — em Nova York, Londres e Seul — a Fórmula E pode ver a tabela mudar bastante em apenas um fim de semana. Ser o favorito não significa que o piloto esteja com as mãos na taça, mas sim que é o que melhor tem reunido condições para tal. Caso algum dos competidores faça algo parecido ao que fez Mitch Evans em Roma — quando venceu as duas e somou 50 pontos em um final de semana —, o jogo pode mudar rapidamente entre os quatro postulantes ao sonhado título mundial.

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