Inspirado em carros esportivos, Di Grassi pede futuro com FE mais rápida que F1 em aceleração

Lucas Di Grassi acha que a Fórmula E precisa melhorar ainda mais o desempenho dos carros. O brasileiro, citando a marca americana Tesla, mostra interesse em um campeonato de carros elétricos, mas do mais alto nível em performance

A introdução do Gen2, grande novidade da Fórmula E para a temporada 2018/19, é um passo importante na evolução dos monopostos elétricos – evolução essa que faz Lucas Di Grassi sonhar alto. O brasileiro quer que as próximas gerações de carros da categoria tenham aceleração cada vez melhor, até superar a Fórmula 1 e se consolidar como a melhor do mundo no quesito.
 
O pedido de Di Grassi vem no embalo dos carros esportivos elétricos, como da marca americana Tesla. O foco atual do brasileiro está na aceleração, mas outras áreas também contam com potencial para ir além.
 
“A Fórmula E precisa ser o carro de corrida com maior aceleração do mundo”, afirmou Di Grassi, entrevistado durante o fim de semana em Marrakech. “Precisa ir de 0 a 200 km/h mais rápido que um F1, mais rápido que um carro de rallycross, mais rápido que todos esses, porque o trem de força elétrico é feito para aceleração”, seguiu.
Depois do Gen2, Lucas Di Grassi quer carros ainda mais velozes na FE (Foto: Audi)

“É como nos Teslas, como em todos esses carros elétricos super-rápidos. Você precisa de tração nas quatro rodas, você precisa de uma distribuição de peso diferente, você muda um monte de coisa. Você também precisa melhorar os pneus para ter mais aderência. Talvez você possa colocar peças aerodinâmicas flexíveis. Dá para pensar em coisas tão loucas quanto você puder imaginar”, continuou.
 
Os pedidos de Di Grassi tomam como exemplo outras formas de automobilismo – como a comparação da aceleração da FE com a da F1. Mesmo assim, isso não significa que o campeonato elétrico deva manter os olhos vidrados na irmã mais velha. Para Lucas, é importante que o novo certame continue pioneiro.
 
“O que eu ainda não vejo é pessoas sendo bravas a ponto de adotar a Fórmula E como um campeonato puramente elétrico. Ainda seguem o automobilismo tradicional no jeito de pensar, no jeito do design, do regulamento esportivo e técnico. Acho que a Fórmula E precisa ser pensada de forma separada. O automobilismo está passando por uma transição, então vamos usar essa transição em nosso favor ao invés de copiar algo que falhou. É assim que vejo”, encerrou.

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