Di Grassi espera Gen3 “para pistas de rua” e duvida de revolução em traçados da FE

Lucas Di Grassi afirmou que os carros de terceira geração da Fórmula E, que chegam à categoria em 2023, não vão exigir grandes alterações nas pistas que atualmente recebem a categoria

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Com a chegada dos carros Gen3 na Fórmula E prevista para o ano que vem, a categoria estuda se vai precisar passar por mudanças nos circuitos que corre atualmente para que seja possível acomodar os novos monopostos — que serão mais potentes que os atuais. A Excel Arena, por exemplo, que recebe o eP de Londres, deve passar por mudanças. No entanto, na opinião do brasileiro Lucas Di Grassi, a maioria dos locais atualmente escolhidos não terá problemas com os novos carros.

Além do aumento da potência para 350 kW, o motor situado na parte frontal do carro visa aumentar a regeneração de energia durante as corridas. No entanto, Di Grassi comentou que a necessidade de gerenciar a bateria ainda se fará presente, o que inviabilizaria corridas em circuitos de maior extensão, como os da Fórmula 1.

Carro Gen3 tem estreia confirmada na Fórmula E em 2023 (Foto: Jaguar)

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“Acho que existem alguns equívocos. Por mais que tenhamos mais potência com os carros Gen3, a quantidade de energia que teremos é similar ao que já temos agora”, pontuou Di Grassi. “Então, se você está correndo, o carro não será feito para um circuito inteiro. O carro é menor, mais curto e tem uma distância entre eixos menor, para acomodar ainda melhor as pistas de rua”, explicou.

CEO da Fórmula E, Jamie Reigle já havia abordado a necessidade de alterar alguns circuitos e citou Paris como um dos exemplos. Di Grassi até concorda que a capital francesa já representa um desafio para os carros atuais e que precisará de mudanças, mas observou o contexto geral para opinar que não será assim na maioria dos casos.

Lucas Di Grassi foi o terceiro colocado na corrida 2 de Diriyah, primeira etapa da FE em 2022 (Foto: Venturi)

“Você ainda vai precisar gerenciar a energia e ainda temos um limite no debate sobre os circuitos que vamos correr. Por exemplo, em alguns circuitos como Paris, que já é apertada para a Gen2, será necessário alargar um pouco”, admitiu. “Mas no geral, no meu entendimento, o carro não é feito para correr em locais tradicionais como a extensão total do México [no Autódromo Hermanos Rodríguez]”, salientou.

“Por mais que o carro consiga atingir mais de 320 km/h, a caixa de câmbio e todo o resto ainda será feito para os circuitos que ficam no centro das cidades”, encerrou o brasileiro.

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