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Mesmo líder da FE, Da Costa diz que “queria mais” que terceiro lugar em Sanya: “Dava para levar essa”

António Félix da Costa voltou à liderança da Fórmula E. O piloto português deixou o eP de Sanya lamentando mesmo assim, porque achou que uma chance clara de vitória escapou das mãos por conta do desempenho da classificação

Grande Prêmio / Redação GP, do Rio de Janeiro
A Fórmula E tem um novo líder. António Félix da Costa, que estivera na ponta após a vitória na abertura do campeonato 2018/19, retomou a dianteira com a terceira colocação que conquistou no eP de Sanya. Apesar disso, o português não saiu plenamente feliz: ele acredita que tinha carro para vencer a prova.
 
Da Costa andou entre os primeiros colocados por todo dia - não terminou fora do top-3 em nenhum dos treinos. O carro da BMW era muito bom, de fato, mas os riscos altos de forçar uma ultrapassagem para cima de Oliver Rowland em pista tão complicada representava enorme perigo. 
 
"É óbvio que eu fico feliz com os pontos, mas queria um pouco mais hoje. Depois de seguir esses dois caras [Vergne e Rowland], eu senti que tinha o carro para vencer, mas é difícil ultrapassar aqui e você precisa assumir riscos, principalmente para alguém como o Oliver [Rowland]. Eu sei o que estava passando pela cabeça dele. Eu corri riscos em alguns momentos, ele se defendia tarde e teve o risco de dar errado. Por sorte, tudo se acertou", afirmou. 
António Félix da Costa (Foto: BMW)
"Eu estava lá, ficando frustrado. Eu não conseguia passar, então tinha que garantir que não iria começar a andar para trás. Enfim, é assim que as coisas são. Acho que ainda estamos na metade do campeonato e precisamos nos assegurar de que vamos estar lá [lutando pelo título] em julho", seguiu.
 
No fim, Da Costa definiu que deveria ter prudência com a posição no campeonato e tirar os 15 pontos possíveis. 
 
"Eu não vou para as corridas pensando 'campeonato, campeonato, campeonato', mas hoje nós deixamos a pole escapar por um erro bobo. Dava para ter levado essa. É por isso que eu estou meio assim. Largando da pole, meu dia seria um pouco mais fácil. Não venho pensando apenas no campeonato, mas ao mesmo tempo você precisa. Se eu tivesse tentado mais hoje, provavelmente não teria pontuado e estaria acabado. Você precisa equilibrar as coisas e veremos se vai funcionar. Não luto por títulos há muito tempo. Acho que ainda sei como se faz, mas veremos", finalizou.
 
O português tem 62 pontos contra 61 de Jérôme D'Ambrosio, 54 de Sam Bird e Jean-Éric Vergne e 52 de Lucas Di Grassi e Edoardo Mortara.