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Chefe da McLaren dá entrada em tempo integral na Indy como certa e avisa: “É mais quando do que se”

Zak Brown está em Long Beach para a etapa da Indy e vê a entrada da McLaren na categoria norte-americana como inevitável. O dirigente escancarou o desejo dos acionistas na entrada, mas explicou que a decisão só será feita após terminar a aclimatação dos novos diretores da escuderia na Fórmula 1

Grande Prêmio / Redação GP, de Campinas
Diretor-esportivo da McLaren, Zak Brown está em Long Beach para acompanhar a etapa da Indy. A McLaren participará da Indy 500 pela segunda vez em três anos, em maio, com Fernando Alonso, mas já deixa claro faz tempo que quer mais do que isso. Brown explicou que a ida em tempo integral da McLaren para a categoria é questão de tempo.

Em entrevista ao site norte-americano 'Motorsport.com', Brown elogiou a categoria em vários aspectos e confirmou o desejo que compartilha com acionistas da marca em colocar o time de Woking no grid. O chefão também elogiou o trabalho de Mark Miles, CEO da Indy.

"Somos grandes fãs desta categoria. Acho que o Mark Miles e seu time fizeram um grande trabalho. As corridas são sensacionais, os times são ótimos, pilotos são ótimos, circuitos ótimos. É um lugar em que a McLaren gostaria de correr", comentou.
Fernando Alonso estará na Indy 500 2019 (Foto:Chris Owens/IndyCar)
Sobre o interesse da equipe em correr nos Estados Unidos, Brown comentou que existe uma vontade muito grande por parte dos acionistas, mas a prioridade neste momento é "arrumar a casa" na Fórmula 1, especialmente após as contratações de James Key e Andreas Seidl como novos diretores. Após o encerramento deste processo, a Indy ganhará foco definitivo.
 
"Estamos muitos focados na Fórmula 1 e continuaremos focados, mas agora fizemos as contratações para balancear a liderança pro time, com o James Key de diretor-técnico e o Andreas Seidl como diretor-geral. Depois, avançando e conseguindo o equipamento, o investimento em Indianápolis neste ano é mais um passo nessa direção", citou.

Zak ainda não garante a presença do time em 2020. Uma decisão deve ser tomada no segundo semestre do ano, mas se a McLaren não entrar na Indy no ano que vem, a ideia não será totalmente descartada, e a chance passa para 2021.
 
"Não existem dúvidas de que os acionistas da McLaren gostariam de estar na Indy. Acho que é mais uma questão de 'quando' do que de 'se', e se vamos fazer em 2020. Acho que precisamos nos preparar para esta decisão no verão. Não está descartado para 2020, a decisão virá no verão, e se não vier, veremos de novo em 2021", declarou.

Na última semana, Fernando Alonso testou o carro da McLaren pela primeira vez no oval do Texas. A Indy tem uma mudança de regulamento prevista para 2022, e Brown não acredita que terá impacto na entrada dos ingleses.
 
"Não, eu acho que quando estivermos prontos, nós vamos correr. Os carros da Indy não são tão caros, então, quando as mudanças forem introduzidas, não terá um impacto na nossa entrada", comentou.

Para a Indy 500, a McLaren utilizará motores Chevrolet em parceria com a Carlin. Enquanto a categoria vive a expectativa da entrada de uma terceira montadora, Brown se mantém tranquilo em relação ao assunto no futuro, e acredita que uma avaliação de desempenho precisa ser feita para uma nova decisão.
 
"A escolha do motor depende de quem é, do quanto estão avançados e a confiança que temos. Estamos muito felizes com a Chevrolet e a relação que estamos construindo. Mas como todas essas coisas, você precisa analisá-los", finalizou.