Com Dixon irreconhecível, Newgarden falha e perde chance. E hexa é questão de tempo

Josef Newgarden tinha uma chance de ouro para deixar Mid-Ohio muito vivo no campeonato. Perdeu. E agora, por mais que tenha estado irreconhecível em Lexington, Scott Dixon colocou mais de uma mão na taça

Josef Newgarden não venceu, mas tem motivos para abrir um sorrisinho após a corrida 1 em Mid-Ohio. O americano chegou em segundo, viu a Penske dominar completamente as ações e, principalmente, teve o rival Scott Dixon, em décimo, dando uma pequena, mas importante brecha que não tinha aparecido em momento algum na temporada 2020”. Foi assim que abrimos a análise de sábado e, por incrível que pareça, o resultado de Dixon se repetiu neste domingo (13). O que mudou, porém, foi Newgarden, que passou de pódio para um oitavo lugar para lá de apagado. A tal da brecha rara surgiu, mas, desta vez, Josef não aproveitou. E meio que já não tem mais o que fazer.

E como foi que Newgarden passou, em menos de 24 horas, de uma ameaça real para alguém que está praticamente de mãos atadas? Tendo um desempenho muito ruim. É que o americano estava em um momento em que não poderia mais errar e, de quebra, ainda teria de secar o rival. Só que errou, ou melhor, nem chegou a errar, mas praticamente não foi visto na pista de Lexington e isso não é nada bom.

Lembram das contas que mostramos ontem? Bem, refresquemos: eram 76 pontos que separavam Dixon e Newgarden, portanto, Josef teria de tirar uma média de 19 pontos por corrida. Em outras palavras, teria de ir ao pódio sempre e ainda contar com tropeços severos de Dixon, sempre fora do top-5. E aí que o oitavo lugar de hoje se torna tão fatal.

Josef Newgarden tinha uma boa chance nas mãos (Foto: Indycar)

“Fomos na média hoje. Não tivemos ritmo superior e nossa posição de largada não ajudou. Tentamos ganhar no início e a amarela não nos ajudou na estratégia. Ficamos presos o dia inteiro, para ser honesto. Precisamos trabalhar o ritmo de corrida, é isso que falta. No carro, precisamos de mais aderência e equilíbrio. O resto está sólido, acho que a Chevrolet trouxe um grande motor hoje. É o que precisávamos deles. Precisamos trabalhar melhor na próxima”, explicou Josef.

Realmente, Josef, foi na média. Mas e agora? Bom, agora faltam três corridas e 72 pontos para tirar, a média que era de 19 agora já passa para 24 pontos por corrida, é papo de vencer as três e torcer pra Dixon não ficar no top-5 em nenhuma delas, enfim, só milagre salva. Mas há um detalhe que deixa ainda mais dolorosa a tarde para Newgarden: repararam que a vantagem caiu, apesar de tudo? Pois é, Dixon deu mais uma brecha, esteve praticamente irreconhecível.

Scott tinha tudo para conquistar um pódio até fácil, estava bem na frente de Newgarden, enfim, era para estar a um passo do título já na próxima prova. Mas aí pareceu um novato, um aloprado, não sabemos, mas certamente não pareceu Dixon. Perdeu o carro, rodou, atravessou a pista e caiu para último. Se recuperou de certa forma, é verdade, na tática e no braço, mas parou no décimo lugar, muito abaixo do padrão.

Scott Dixon admitiu erro de iniciante. E que erro (Foto: Indycar)

“Fui muito agressivo. Apertei o push-to-pass na saída da curva 1 e tinha muita potência ali. Rodei o carro. Foi algo que me pegou de guarda baixa, um erro de iniciante. Estou triste pelo time. Foi um erro estúpido que não deveria ter feito. Precisamos voltar a vencer. Não vou fazer uma corrida de pontos pelo título. Se vencermos corridas, venceremos o campeonato”, disse Scott.

Só que são também dias assim que moldam a campanha de um título. É claro que Dixon precisa ser o melhor, é claro que sua regularidade também tem de ser exaltada, mas ele é humano, vai errar. E é aí que tem morado a diferença, ao menos em 2020, entre Dixon e Newgarden: quando Josef erra, Scott aproveita e dispara. O contrário já não é uma constante.

É injusto apontar o dedo para Newgarden só pelo GP de Mid-Ohio 2. Na realidade, o ano todo dele foi inferior ao de Dixon. Mais além: a Penske e a Chevrolet estiveram abaixo de Ganassi e Honda e não tem como mudar isso, é um fato. Josef tentou o improvável, mas não conseguiu. O hexa de Dixon, é seguro dizer, é questão de quando e não de se.

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