Com dedo quebrado e batida na largada, VeeKay vibra com 6º lugar em Indy “louca”

A etapa de Barber começou de maneira negativa para Rinus VeeKay, que se recuperou inesperadamente para terminar no top-6

Josef Newgarden perde controle da Penske, roda e provoca acidente forte na largada da corrida em Barber (Vídeo: IndyCar)

Quem assistiu a largada do GP do Alabama, em Barber, no último fim de semana, concluiu que Rinus VeeKay era carta fora do baralho. Envolvido no acidente generalizado da partida, o piloto da Carpenter foi acertado em cheio por Josef Newgarden, ficou na horizontal e parecia sem chances. Mas não foi assim que a história terminou. A recuperação rendeu um quase milagroso sexto lugar numa categoria que só pode ser descrita como insana.

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Há um adendo: VeeKay corria com um dedo da mão quebrado, por conta do forte acidente que sofreu no teste coletivo para as 500 Milhas de Indianápolis, na semana anterior. Nada que impedisse o Novato do Ano de 2020 de se manter na pista. Segundo ele, porém, o dedo em nada atrapalhou.

“Para ser honesto, não notei quando estava guiando. Só estava fazendo o que eu realmente precisava, tipo as tarefas com a mão no carro em que eu uso todos os dedos menos o indicador [o lesionado]. Isso foi sorte. Estava me sentindo bem e sem dores, não me distraiu”, disse ao site inglês ‘The Race’.

“Quebrei de um jeito bom, então só tenho que manter essa proteção por mais duas ou três semanas, acho, até continuar com a vida”, explicou.

Já sobre a batida da largada em Barber, admitiu que esperava uma pancada. Seu acidente foi efeito colateral da batida que começou bem antes de chegar até ele. Por enorme sorte, sofreu apenas um furo de pneu e a necessidade de ir aos boxes.

“Na real, eu me preparei para o impacto, todos os carros estavam em danos em diferentes direções. Pisei no freio e meu pneu traseiro tocou a grama, porque tive que sair [para evitar bater] do carro de Josef. Aí, rodei e fui atingido direto por Colton Herta. Sofri apenas um furo de pneu”, contou.

VeeKay, em destaque, de lado com o #21 no centro da imagem (Foto: Reprodução/TV)

“Tentei ficar na pista até o pit-lane abrir, mas alguma coisa caiu e eu fiquei me arrastando. Preferi entrar mesmo e voltar no fim do pelotão. Melhor que ficar andando e causar algum dano no assoalho por insistir.

O acidente quebrou a suspensão e a roda de Newgarden e contou com Ryan Hunter-Reay passando pelo ponto e acertando a roda em cheio com o aeroscreen. O piloto se disse extremamente grato pela proteção de cockpit, e VeeKay fez eco à declaração.

“Com certeza os benefícios da segurança apareceram de novo. Mesmo na F1, com Bottas e o halo, é uma segurança extra que serve muito. Claro que você nunca sabe se alguma coisa será fatal, mas sempre vê que alguma coisa pode caminhar muito errada. É como dá para notar na onboard do Ryan”, falou.

“É uma grande invenção, especialmente nos ovais, onde destroços estão voando o tempo inteiro. É algo muito, muito bom de se ter”, afirmou.

A estratégia de três paradas, diferente dos ponteiros Patricio O’Ward e Alexander Rossi, funcionou – a primeira parada de VeeKay, afinal, fora em bandeira amarela. No fim da corrida, os pilotos que pararam bem no começo, após a confusão, não tiveram de poupar combustível. Um deles, Sébastien Bourdais – que parou mesmo sem ter problemas – foi quinto. Rinus ficou logo atrás. Mas o carro ainda tinha sequelas.

“Acho que a medição de peso estava errada, mas não precisei muito dela, o carro estava bom, na verdade. Com os pneus pretos, que nos testes pareciam bem rápidos em Barber, o equilíbrio era melhor na corrida, mais como eu gosto. Então, só fiquei mais rápido. Gostei de ultrapassar na pista, ainda que estivesse difícil demais. Fui um dos poucos que passei alguém na curva 12 e, quando a pista estava limpa, eu ultrapassava rápido”, contou.

“Ter a segunda melhor volta da corrida é legal olhando para o que foi o fim de semana. O ritmo era bem bom na corrida e a o carro seguiu bem parecido durante todo o tempo.

Por tudo que o começo de 2021 mostrava, o resultado foi praticamente um título à parte para o holandês. Após ter a atenção chamada duramente pelo chefe Ed Carpenter na estreia, no Texas, no ano passado, VeeKay disse que a lembrança da bronca ajudou.

“Definitivamente. Aprendi a nunca desistir, nos últimos dois anos. Muita coisa pode acontecer, como vimos nessa corrida. Fiquei surpreso por entrar no top-10 em dado momento, acabei até liderando a corrida uma hora. Foi louco, mas a Indy é louca e qualquer coisa pode acontecer. É um jogo de estratégia também”, finalizou.

Após a escapada do Alabama, VeeKay vai para o GP de São Petersburgo, já neste fim de semana, tentar dar sequência ao bom começo.

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