Disney oficializa compra dos direitos de transmissão da Indy no Brasil por 3 anos

Acerto da Disney com a Indy é válido para TV fechada e streaming nas temporadas 2022-24 em toda a América Latina

ASTON MARTIN AINDA SE COMPORTA COMO UMA DAS EQUIPES DO FUTURO NA F1

O acordo saiu. Na manhã desta sexta-feira (7), o Grupo Disney anunciou o acerto para transmitir da Indy na TV de toda a América Latina pelas temporadas 2022, 2023 e 2024. O negócio engloba a TV fechada, com a ESPN, e o streaming, com o Star+. O GRANDE PRÊMIO adiantou a informação mais de um mês atrás, no início de dezembro.

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Em comunicado divulgado pela manhã, o grupo midiático afirma que a categoria terá todas as provas transmitidas, bem como treinos livres de de classificação. As transmissões da Indy Lights também estão no pacote.

Conforme informado pelo GP em dezembro, a TV Cultura, que transmitiu a categoria em 2021, ainda negocia o retorno da Indy em acordo para a TV aberta.

O único brasileiro confirmado no grid integral até aqui é Helio Castroneves, pela Meyer Shank, equipe pela qual debutou em algumas provas em 2021 e venceu as 500 Milhas de Indianápolis. Tony Kanaan tem acordo com a Ganassi para os ovais. Álex Palou foi o campeão da última temporada, em seu primeiro ano de Ganassi.

ÁLEX PALOU; INDY; CAMPEÃO; CAMPEÃO 2021;
Álex Palou saiu campeão da Indy 2021 (Foto: IndyCar)

A história da Indy na TV brasileira

A Band foi a primeira emissora do Brasil a transmitir a Indy em TV aberta, ainda nos anos 1980, impulsionada pela ascensão de Emerson Fittipaldi na categoria. Tendo em Luciano do Valle a sua principal voz, o canal paulistano ajudou o campeonato a ganhar popularidade por aqui. Foi então que, no início dos anos 1990, encerrou-se o primeiro ciclo da Band com a Indy.

O campeonato passou, então, a ser exibido pela extinta TV Manchete, entre 1993 e 1994, antes de ter os direitos adquiridos pelo SBT a partir da temporada seguinte. 1995 foi o último ano da Indy antes da cisão entre CART e IRL, que ficou com a principal corrida do calendário, as 500 Milhas de Indianápolis, mas sem os principais pilotos, que seguiram com a CART. A Band, então, passou a ser a emissora oficial a exibir as corridas da IRL, enquanto o SBT ficou com a divisão mais famosa.

Desde então, a emissora do Morumbi seguiu como uma espécie de sinônimo da Indy no Brasil. A Band sofreu grande perda em 2014, quando Luciano do Valle morreu, vítima de infarto. Téo José, que já narrava para o canal, assumiu o posto de #1, se mantendo por ali até o começo de 2018, quando deixou a emissora.

A partir de então, as transmissões da Band e do BandSports foram lideradas por Eduardo Vaz ou Celso Miranda na narração, com os comentários de Felipe Giaffone. Mas o comentarista deixou o grupo para assumir a função na Globo, sendo confirmado, no fim de 2019, como o substituto de Reginaldo Leme.

Foi também em 2019 que o serviço de streaming DAZN iniciou as exibições da Indy no Brasil. O DAZN e a Band transmitiram juntos as temporadas de 2019 e 2020.

Em 2021, mais uma vez em cima do laço, a categoria surpreendeu ao assinar com a TV Cultura, seguindo na TV aberta, mas em nova casa, que, aliás, se mantém em 2022. Em geral, a emissora se manteve na quinta colocação na audiência durante as provas, com Geferson Kern e Rodrigo Mattar nas transmissões.

Cultura mantém direitos de transmissão da Indy para TV aberta no Brasil
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