Dixon vence, vê rivais falharem e sai de Toronto ainda mais líder e dono do momento na Indy

Scott Dixon é muito líder da temporada 2018 e vive um momento bem diferente dos rivais diretos. Enquanto todos se envolveram em incidentes em Toronto, o neozelandês venceu e saiu do Canadá com cara de bem favorito ao título

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O GP de Toronto significou muito para Scott Dixon e para a temporada 2018 da Indy. No encerramento do segundo terço do campeonato, uma corrida como nenhuma outra até então: quatro dos cinco candidatos ao título tiveram jornadas terríveis, enquanto Dixon estava ali para vencer.

 
Sim, Toronto é um circuito de rua e, como toda pista desse tipo em 2018, normalmente já seria vencida pela Honda. Sim, também é verdade que Dixon dominou os treinos livres e foi o segundo colocado na classificação, mas a história da corrida acaba valendo muito mais do que simplesmente o resultado em si.
 
Dixon sai de Toronto com ampla vantagem para os rivais e, principalmente, com o momento, a fase, tudo completamente dele. Se todos os quatro partem para Mid-Ohio em baixa, Dixon chega por cima, impecável.
 
"Estou exausto, foi uma corrida muito física. Foi fácil atingir detritos na pista, e acho que foi por isso que Newgarden acertou o muro naquela relargada em que assumi a liderança. Ele tentou ir um pouco rápido na curva 11, acertou detritos e foi isso. Não posso agradecer à equipe o suficiente. Que vitória", definiu o neozelandês.
Scott Dixon e sua esposa, Emma festejam a fase especial na Indy (Foto: IndyCar)

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Quebrando todos os prognósticos e com uma performance até então irretocável, Josef Newgarden parecia com a vitória nas mãos. Seria a terceira do americano em Toronto e, tranquilamente, a mais representativa, uma espécia de 'ponto de virada' para o campeonato e um favoritismo imenso chegando. Não aconteceu.

 
Newgarden jogou a vitória fora ao perder o controle na relargada e estampar o muro. Só que a corrida foi tão louca que o americano, mesmo danificando bem o carro e perdendo muito tempo nos boxes, ainda chegou na nona colocação. De qualquer jeito, um revés imenso para quem imaginava sair do Canadá pelo menos colado em Dixon.
 
"Foi uma corrida dura. Acertar o muro não ajudou. Não sei o que aconteceu, sendo honesto. Ou foram detritos, ou a poeira na pista. Estavam tentando limpar a pista e, naquela bandeira amarela, já havia muito detrito na pista. Não sei o que dizer, fui direito no muro. Parte disso é minha culpa, errei, mas não esperava. Não sabia que o carro ia fazer isso. Sabia que havia pouco grip, mas não zero. Perdi a frente do carro completamente. Me sinto muito mal, não é legal cometer um erro desse. O carro estava rápido, acho que potencialmente poderia ficar no top-3, ou vencer, se eu não cometesse esse erro. Mas dias assim acontecem. Temos que seguir em frente e nos recuperar. Sobre a luta pelo título, temos muito pela frente ainda. A situação não aprece boa, mas vamos ficar bem, ainda temos muitas corridas por vir. Temos carros rápidos e somos a melhor equipe. Se resolvermos nossos erros, vamos ficar bem", disse Newgarden, que teve sua reação no campeonato travada.
Josef Newgarden tinha tudo para ter um grande dia… (Foto: IndyCar)
Agora, Newgarden esteve longe de ser o único dos favoritos a sair com um revés imenso do Canadá. Talvez seja o mais marcante, já que é o vice-líder e tinha a pole nas mãos, mas Alexander Rossi, Ryan Hunter-Reay e, principalmente, Will Power, saíram bem atrasados de Toronto.
 
O australiano se envolveu em incontáveis enroscos durante a corrida e sofreu também com novos problemas mecânicos, algo que tem se tornado recorrente no #12. Quinto no campeonato, Power parece bem longe do bicampeonato mesmo com as pistas favorecendo a Penske daqui até o final do ano.
 
"Foi uma corrida física. Na última curva, acertei o muro e estraguei a traseira do carro, então ele ficou um pouco solto. Nem sabia que eu e Rossi havíamos nos tocado. Fiquei tentando me manter na pista até aparecer uma bandeira amarela para que eu fosse aos boxes. Nunca tive tantas provas sem chegar ao final. Não nessa corrida, mas na temporada. Mesmo assim, esse é o esporte. Vou continuar a tentar o melhor para a equipe e focar na pontuação dupla de Sonoma. Isso pode mudar tudo, então continuamos no jogo", explicou Will.
 
Para Hunter-Reay, estrago parecido com o de Power, mas com a diferença de que a prova era uma das mais promissoras para o #28 somar pontos até o fim do ano. Agora, terá de remar em pistas que devem favorecer os rivais, além de já estar bem atrás de Dixon, que raramente deixa muitos pontos pelo caminho.
 
"Foi um dia de azar e uma grande perda em termos de pontuação. Estava bem em terceiro e forçando, mas errei na frenagem e acertei a barreira de pneus. Foi minha culpa. Depois disso, fiquei preso em uma bagunça, o que nos deixou uma volta para trás. A partir daí só lutei para ficar à frente do líder", comentou Ryan.
Ryan Hunter-Reay, Alexander Rossi e Scott Dixon: só um se deu bem aí (Foto: Indy Car)
Rossi foi o rival de Dixon que chegou na melhor colocação – oitavo -, mas foi recordista de pit-stops num dia em que quase tudo deu errado. Alexander foi outro que se envolveu em vários dos incidentes.
 
"É um resultado decepcionante. Não acho que eu tinha carro para bater Scott (Dixon), mas com os problemas que todos tiveram eu poderia ter sido segundo. Tem sido uma sequência difícil de corridas. Tive contato com Will (Power), ele teve problema na curva 3 e eu julguei erroneamente o quão estava perto dele, então tive que trocar minha asa dianteira, o que me colocou na parte de trás do grid. Depois, (Graham) Rahal rodou e eu parei para evitá-lo, mas aí Ryan (Hunter-Reay) me acertou. Trocamos a asa novamente e tive que parar mais algumas vezes. Terminar em oitavo é uma grande prova da qualidade do nosso carro. Foi um dia difícil e a equipe me manteve na disputa. Cometemos muitos erros ultimamente, então temos trabalho a fazer", disse Rossi
 
Quem tem motivos para celebrar é Simon Pagenaud, que não parece na briga pelo título de 2018 – desde muito tempo, aliás -, mas que conseguiu chegar na segunda colocação em Toronto e deve ganhar um gás para ao menos incomodar os ponteiros no final do ano.
 
"Foi divertido. Foi uma grande corrida, a torcida em Toronto é ótima, lotaram as arquibancadas. A pista é linda. Correr aqui é duro. O novo kit aerodinâmico tem menos grip nas curvas, mas nas retas é mais veloz. Os pneus sofreram com o calor. Haviam muita poeira. As relargadas estavam esfriando a prova. Foi divertido e deu certo. Acho que mostramos que estamos de volta.  Trabalhamos muito nos bastidores", citou o francês.
Tony Kanaan fez um corridão (Foto: IndyCar)
Na Foyt, um misto de sentimentos. Inegavelmente, o carro melhorou bastante durante o final de semana e Tony Kanaan conseguiu a sexta colocação, melhor resultado do time em 2018. Por outro lado, Matheus Leist não teve uma boa jornada com diversos problemas e acabou em 15º.
 
"Grande dia para a equipe. Acertamos tudo. Tivemos boas paradas, boas ultrapassagens e, claro, alguns pilotos nos fizeram favores na pista. Corridas são assim. Foi o melhor resultado da equipe até aqui, top-6 numa pista em que melhoramos nosso carro durante todo o final de semana", celebrou Kanaan.
 
“Fiquei desapontado com o resultado que tivemos hoje. Acabamos fazendo dois pit stops extras, um deles por falha de comunicação na hora de entrar para os boxes, que estava fechado e acabei sofrendo uma punição por isso e tive que parar novamente. Também recebi dois toques, sendo um deles na relargada, mas segui na prova normalmente. Depois de tudo isso, minha corrida estava acabada, não havia muito o que fazer. Foi uma pena porque hoje a gente tinha boas condições de terminar no top-10", lamentou Leist.
 

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