Equilíbrio, brilho e drama: Indy engrena e entrega campeonato cheio de alternativas

A temporada 2021 da Indy não começou quente, mas pegou no tranco a partir do GP de Indianápolis e, desde então, tem reservado tudo que o fã gosta, das muitas disputas à total imprevisibilidade do vencedor das corridas

A temporada 2021 da Indy vem sendo das melhores. Após um início em marcha lenta, a categoria cresceu muito nas últimas corridas e vem em uma inacreditável sequência de provas em que o vencedor não liderava a disputa já nas voltas finais. É, definitivamente, o tipo de campeonato ideal para quem procura por algo emocionante e imprevisível.

O começo não era exatamente ruim, é justo dizer. Se as quatro primeiras corridas não foram épicas, ao menos tiveram vencedores diferentes, além da invasão completa da nova geração da Indy, com Álex Palou, Colton Herta e Pato O’Ward triunfando. Só que, do GP de Indianápolis para frente, além do equilíbrio na tabela, a pista também passou a ver disputas mais quentes.

A pole sensacional de Romain Grosjean no misto do IMS parece ter aberto uma fenda na temporada, criado uma nova e muito mais divertida dimensão. De lá para cá, só corridão, começando com a vitória de Rinus VeeKay em cima do próprio Grosjean, com boa disputa entre os dois até a parte final da prova.

Álex Palou venceu uma corrida louca da Indy em Elkhart Lake (Foto: IndyCar)

Mas ainda tinha como melhorar. Nas 500 Milhas de Indianápolis, uma edição histórica e que reuniu uma série de ultrapassagens, uma grande história – com o tetra de Helio Castroneves – e, claro, a briga pela vitória que foi até a última volta. Ali começou algo espetacular: desde então, não se crava mais vencedor de corrida até a bandeira quadriculada.

Na Indy 500, Palou chegou a liderar na penúltima volta, mas Castroneves deu o bote no momento certo e acabou com o triunfo. A categoria, então, embarcou para Detroit, em uma rodada dupla igualmente embolada. Na corrida 1, Will Power viu o carro morrer antes de uma relargada nas voltas finais, enquanto na corrida 2 foi Josef Newgarden que viu o triunfo escorrer pelos dedos também no apagar das luzes, por conta de uma tática suicida da Penske que o deixou sem pneus.

O GP de Elkhart Lake deste domingo gerou uma espécie de hat-trick reverso da Penske. Pela terceira corrida seguida com a equipe, algum problema esquisito causou a derrota a um de seus pilotos. Pela segunda vez consecutiva, com Newgarden que, assim como em Detroit 2, controlou com maestria praticamente o tempo todo e viu tudo ruir quando menos esperava.

Josef Newgarden e a Penske não venceram em 2021, das formas mais incríveis (Foto: IndyCar)

Com duas voltas para o fim, na hora da última relargada, o câmbio deixou o bicampeão na mão e a vitória virou 21º lugar. A imagem de Josef se arrastando nos quilômetros finais foi melancólica, a sensação era de que o americano sairia de vez da briga pelo título. Mas, mais do que isso, parece que a Penske desaprendeu mesmo a ganhar.

Está evidente que o desempenho, o ritmo, que está tudo ali para a Penske, especialmente com um Newgarden que, em momento algum, deixou de ser extremamente talentoso e competitivo. Mas a equipe segue estranhamente frágil.

E é justamente a fragilidade da Penske que mais permite a loucura da Indy. Está claro que o time poderia muito bem ser o dominante em 2021, mas simplesmente não consegue ser. Para a Penske, terrível, mas para o fã da categoria, excelente.

A menos que o time comece a vencer e abra a porteira de vez, nada indica uma mudança no cenário de bagunça da Indy 2021. Palou e O’Ward são favoritos ao título? Talvez, mas não há mais como cravar nenhum vencedor a menos que já se tenha visto a linha de chegada.

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