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Hinchcliffe reconhece que SPM subestimou Indy 500, mas diz que não comprar vaga foi “escolha certa”

James Hinchcliffe falou da experiência de ter ficado de fora da Indy 500 deste ano. O canadense entende que a Schmidt Peterson vacilou ao não ter tentado mais trocas dos treinos livres para a classificação, mas afirmou que o time acertou ao não comprar uma vaga no grid
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 James Hinchcliffe (Foto: IndyCar)
James Hinchcliffe sofreu um duro golpe no início da temporada 2018 que o tirou da briga pelo título. O canadense, ao lado de Pippa Mann, foi cortado no Bump Day e ficou de fora da Indy 500. Apesar da Schmidt Peterson ter procurado comprar uma vaga, Hinch não participou da prova e, hoje, entende que foi o melhor. Por outro lado, também falou de como a equipe vacilou ao não perceber os reais riscos de eliminação na classificação.
 
Hinch, que terminou a temporada empatado com o companheiro de equipe Robert Wickens com 391 pontos, afirmou que a ausência em 2018 vai fazer a equipe voltar mais forte em 2019 e que, por isso, o melhor foi não ter comprado a vaga.
 
"Acho que não ter comprado essa vaga foi a escolha certa em várias formas. Claro, do ponto de vista do campeonato, eu adoraria ter corrido e somado meus pontos, mas grandes equipes e pilotos já ficaram de fora antes, foram para casa e voltaram bem mais fortes no ano seguinte, com bem mais gana para vencer e foi o caminho que decidimos seguir", disse.
James Hinchcliffe viu a eliminação no Bump Day como aprendizado (Foto: IndyCar)
James lembrou que os treinos livres em Indianápolis já não tinham sido bons e deveriam indicar mudanças fortes no carro para a classificação.
 
"Sou experiente o bastante em Indianápolis para saber que você sempre precisa voltar mais forte a cada sessão na Indy 500. A gente fez o que era possível, mas, olhando agora, várias coisas poderiam ter sido feitas de forma um pouco diferente. Não tivemos um carro verdadeiramente rápido a semana toda e, mesmo com várias análises, não encontramos explicação", seguiu.
 
Hinchcliffe afirmou que a Schmidt Peterson, de certa forma, acabou subestimando os riscos de eliminação no Bump Day e traçou um paralelo com a RLL, outra equipe que sofreu nos treinos livres, mas que botou os três carros no grid da Indy 500.
 
"A nossa atitude meio que era "possivelmente não vamos nos classificar bem, mas não estamos preocupados com o risco de ficar de fora". Não reagimos do jeito que deveríamos. A RLL teve basicamente os mesmos problemas, mas trocaram chassis, motores e entraram. Nós não fizemos nada disso, parece que não acreditamos que estávamos em um problema real. Foi uma lição dura, mas nos unimos e temos grandes parceiros que não deixaram que nada fosse externado", completou.