Indy 500 encaminha hexa de Dixon e faz Gateway virar tudo ou nada para Newgarden

Em um calendário que ainda segue com dúvidas, a Indy chegou, no mínimo, na metade da temporada. E 84 pontos separam Scott Dixon de Josef Newgarden, que precisa passar o carro na rodada dupla de Gateway para seguir com chances

A 104ª edição das 500 Milhas de Indianápolis marcou a segunda vitória de Takuma Sato no Brickyard. Com atuação muito sólida e um ritmo impressionante nas últimas 40 voltas, o japonês disparou e provavelmente venceria mesmo sem a bandeira amarela causada por Spencer Pigot já nos giros finais. Só que, para o campeonato, o maior impacto veio da segunda colocação: lá estava o rei da regularidade, o líder Scott Dixon.

Ainda que tenha saído do carro decepcionado com o fato de não ter conseguido o segundo anel da Indy 500 e que tenha se queixado da falta de uma bandeira vermelha na batida de Pigot, para que a corrida acabasse em bandeira verde, a verdade é que Dixon se deu muito bem pensando no hexacampeonato. Em prova de pontuação dobrada, foi segundo, praticamente dobrou a distância que tinha para o vice-líder e, agora, tem folgados 84 pontos para administrar pelo resto da temporada, por mais cinco ou, no máximo, sete corridas.

Scott Dixon deu um grande passo rumo ao hexa na Indy 500 (Foto: IndyCar)

O que se viu em Indianápolis foi, de certa forma, mais do mesmo em relação a Dixon e ao que faz a Ganassi em 2020. A equipe é a mais forte da temporada e, mesmo quando não é dominante, está ali no bolo. Na Indy 500, um componente fundamental foi a Honda, que fez toda a diferença e pode ter sido chave para decidir o campeonato para o neozelandês. É que os japoneses formaram uma quadra na prova mais importante do calendário e, assim, complicaram bem a vida de Josef Newgarden.

E olha que Newgarden teve uma grande apresentação. Inspirado, o americano fez uma corrida muito consistente e foi o melhor da Chevrolet, chegando em quinto. Único piloto da Penske no top-10, Josef fez o que deu, mas era engolido nas retas pelos motores Honda, perdendo, assim, as disputas para Graham Rahal e Santino Ferrucci. Ao mesmo tempo, por mais que tenha sido bem ruim pensando na tabela de pontos, Newgarden deixou claro que voltou a guiar o fino e isso pode ser chave para tentar voltar à briga.

A ótima exibição de Josef Newgarden em Indianápolis não foi suficiente (Foto: IndyCar)

As últimas três atuações do americano foram mesmo de um bicampeão que quer o terceiro título. Nas duas provas de Iowa e em Indianápolis, o que se viu foi a melhor versão de Newgarden e é isso que impulsiona o piloto do carro #1 para Gateway. Em um oval curto como o de Iowa, onde venceu uma e por pouco não levou a outra, Josef tem boas condições para ao menos encostar em Dixon e tentar a virada no GP de Indianápolis, em St. Pete e, talvez, em Mid-Ohio.

Na rodada dupla de Iowa, aliás, que caiu a invencibilidade da Ganassi e da Honda. Mais do que isso, a Penske venceu as duas provas e colocou quatro pilotos entre os seis dos pódios, dá para chamar de domínio. Com isso no horizonte, é provável que Gateway tenha uma dinâmica parecida e Newgarden precisa passar o carro e contar com o apoio de colegas como Pato O’Ward e Simon Pagenaud para ir roubando pontos de Dixon.

Josef Newgarden venceu o GP de Gateway de 2017 (Foto: IndyCar)

Fora a possível supremacia de Penske e Chevrolet em Gateway, ainda entra na conversa o ótimo retrospecto que o atual campeão tem por lá. Josef venceu em 2017 após grande disputa com Pagenaud que valia diretamente pela taça. Nos últimos dois anos, não repetiu o feito, mas sempre esteve entre os primeiros colocados. Em uma Indy em que é cada vez mais difícil identificar quem anda bem em que tipo de circuito, Newgarden talvez seja o grande nome dos ovais curtos.

É claro que nomes como O’Ward, Graham Rahal, Pagenaud e até Sato ainda podem sonhar com o título, mas isso só aconteceria em um improvável cenário com Dixon deixando muitos pontos pelo caminho. Assim, se desenha um grande duelo entre a Ganassi de Scott e a Penske de Josef: o primeiro, valorizando a consistência, somando pontos, enquanto o segundo precisa ser bastante agressivo e sair empilhando vitórias.

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