Indy começa imprevisível e equilibrada, mas com recado claro: Trio-de-ferro voltou

O trio-de-ferro da Indy está de volta. Em duas corridas equilibradas e com uma variação total de resultados, ao menos uma coisa ficou evidente: Ganassi, Penske e Andretti estão na frente e a briga deve ser mesmo entre elas

A Indy 2021 começou em grande estilo. Boas corridas, disputas interessantes, mas, principalmente, um equilíbrio imenso de forças e uma instabilidade considerável dos pilotos. Em apenas duas corridas, só um piloto está 100% em top-5 no ano e as principais equipes do grid parecem em condições muito próximas. Em um cenário nebuloso, é o que mais se destaca: o Trio-de-ferro voltou.

Penske e Ganassi dominaram completamente as últimas duas temporadas da categoria, comandaram as ações a ponto de ser possível dizer que 2021 teria, muito provavelmente, um duelo entre as duas e, claro, entre Josef Newgarden e Scott Dixon. É claro que isso ainda é um cenário a ser considerado, mas, pelo menos, a Andretti parece ter voltado com força ao páreo.

Terceira gigante do grid, a Andretti passou 2019 e 2020 tentando se encontrar. Não foram anos catastróficos, até viu Alexander Rossi ser terceiro em um e Colton Herta repetir o feito no outro, mas faltava brilho, não era exatamente uma favorita ao título. Em 2021, isso começa a mudar.

O pódio em St. Pete teve duas Penske e uma Andretti (Foto: IndyCar)

A estreia no Alabama não teve um grande resultado final, mas já viu Rossi brigar pela pole. Em St. Pete, domínio completo com Herta, que cravou a pole e venceu a corrida. É justamente pelas mãos do jovem Colton que a Andretti pode e deve sonhar em retomar a ponta da Indy depois de nove anos de seu último campeonato.

“Foi uma das minhas melhores performances. Que grande trabalho de todos. Estou muito feliz por conseguir isso e feliz por dar a volta por cima depois de Barber. Consegui segurar o Newgarden. Que forma de começar o ano”, disse Herta, que já escala para o quarto lugar da temporada.

A temporada começa maluca, com um líder após duas etapas que, por mais que tenha vencido em Barber, foi só 17º na segunda prova. Mais do que isso, tem só Dixon duas vezes nas cinco primeiras posições e não mais que cinco pilotos que conseguiu dois top-10. Mesmo assim, só três equipes foram ao pódio até aqui: justamente Penske, Ganassi e Andretti.

Scott Dixon é o único com dois top-5 na Indy 2021 (Foto: IndyCar)

“Tem sido OK. Eu acho que em Barber fizemos um grande trabalho como um time e juntamos muitos pontos. Aqui, estivemos um pouco pior. Foi difícil colocar o carro em uma janela, tivemos dificuldades com ritmo. Fomos melhores que outros carros, mas nada de diferente aconteceu nos pit-stops”, comentou Dixon, quinto em St. Pete.

O equilíbrio entre elas é tamanho que Ganassi e Andretti têm um triunfo cada, com Álex Palou e Herta, mas quem foi mais ao pódio foi a Penske, que já viu Josef Newgarden, Will Power e Simon Pagenaud levantarem troféus. E a diferença para o resto começa a saltar aos olhos, especialmente pelo fim de semana horrível da McLaren e o início de ano bem mais ou menos da RLL.

“Perdemos muito terreno no segundo stint. Aí, quando veio a amarela, nos presenteou com uma segunda chance. Eu acelerei muito nas primeiras relargadas, mas não quis arriscar nada. É uma volta por cima para nós dois [Newgarden e Herta]. Gostaria de ter brigado mais com ele, mas faltou um pouco”, analisou Newgarden, segundo colocado em St. Pete.

A Indy continua em um esquema de maratona no início da temporada e já tem prova no próximo fim de semana. E o GP do Texas vai ser crucial, primeiro porque vai dar um panorama no oval, algo que já temos nos mistos e circuitos de rua, segundo porque, naturalmente, vai indicar quem são os candidatos mais fortes a vencer as 500 Milhas de Indianápolis, uma espécie de campeonato além do campeonato da categoria.

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