GUIA 2021: Dixon e Newgarden chegam favoritos em duelo que pode marcar geração

Donos dos últimos quatro títulos da Indy, Scott Dixon e Josef Newgarden são os grandes nomes da categoria na atualidade, os favoritos ao caneco em 2021 e têm tudo para seguir com uma rivalidade que pode marcar uma era

A Indy vive um bom momento na qualidade de seu grid, com veteranos renomados e jovens de muito futuro, mas tem em Scott Dixon e Josef Newgarden os dois nomes mais fortes do momento e os naturais candidatos ao título de qualquer temporada. É que a dupla foi responsável pelos últimos quatro canecos, dois para cada, o que fez nascer uma rivalidade extremamente sadia, mas acirrada.

É que todos os componentes para o nascimento de um verdadeiro clássico estão presentes em Dixon x Newgarden. Além de serem dois grandes pilotos, têm características bem distintas, não são exatamente da mesma geração e, é claro, representam, cada um, as duas maiores equipes da Indy: Scott com a Ganassi, Josef com a Penske.

O neozelandês tem 40 anos, já está possivelmente na reta final da carreira, mas ainda com muita lenha para queimar. Dixon construiu sua trajetória com base em uma consistência absurda, ou seja, sempre teve como maiores trunfos em uma disputa a regularidade dos resultados e o quão cerebral conseguia ser, cuidando melhor dos pneus e do combustível do que os rivais.

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Aos 40 anos de idade, Dixon não pensa em aposentadoria e mira o recorde de A.J. Foyt (Foto: Indycar)

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Já o americano tem um estilo que salta mais aos olhos. É verdade que, hoje, aos 30 anos, Newgarden é bem menos impetuoso e até menos arrojado do que no começo da carreira, especialmente nos anos de Carpenter, que o projetaram para a Penske. No entanto, Josef ainda é mais agressivo que Scott, faz ultrapassagens mais ousadas, está geralmente mais perto do risco do que o oponente.

2020 foi possivelmente o melhor ano da rivalidade até aqui. É que Newgarden havia vencido em 2017 e 2019 e Dixon em 2018, mas sem que o outro fosse vice-campeão. Em 2020 foi bem mais do que isso, foi um duelo totalmente particular, em que os dois pareciam em outra rotação em relação ao restante do grid. E a disputa foi das melhores possíveis, ainda que ambos tenham tido momentos de altos e baixos.

Dixon começou o ano absolutamente avassalador, emendou três vitórias nas três primeiras corridas e fechou a oitava das 14ª provas com quatro vitórias e dois segundos lugares. Apenas uma catástrofe ou um milagre o faria perder o título. E isso quase aconteceu, por mais absurdo que possa parecer.

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Josef Newgarden foi campeão de 2019 pela Penske (Foto: Indycar)

Newgarden tinha só um triunfo e outro pódio no período das oito primeiras provas, mas adotou uma postura extremamente agressiva na reta final. Ousado, empilhou grandes atuações, grandes ultrapassagens e terminou o campeonato só 16 pontos atrás do rival, vencendo a final em St. Pete. Um pouco de azar aqui e ali, pequenos vacilos no começo do ano, mas, em geral, uma performance que foi até melhor que a dos anos de bicampeonato.

É justo dizer que Dixon e Newgarden ainda não têm o mesmo tamanho na carreira. O neozelandês é, discutivelmente, o maior piloto da história da Indy, enquanto que o americano ainda nem parece ter chegado ao auge. Em talento e potencial, aí temos algo mais próximo, como dá para observar a cada vez que acontece o confronto entre os dois.

De todo modo, em uma Indy com figuras lendárias como Helio Castroneves, Tony Kanaan e Will Power, e outros jovens de tanto futuro como Colton Herta e Pato O’Ward, Dixon e Newgarden ainda sobram, seguem favoritos ao título e, quem sabe, a protagonizarem uma rivalidade que pode ser das maiores do esporte a motor nos próximos tempos.

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