Indy

Kanaan deixa futuro em aberto com “ano de repensar o que fazer” na Foyt

Tony Kanaan não escondeu a frustração pela fase complicadíssima na Foyt e afirmou que vai conversar com a equipe para definir o futuro após a temporada mais dura da carreira

Grande Prêmio / GABRIEL CURTY, de São Paulo
Tony Kanaan completa 45 anos no final de 2019, mas segue mostrando que tem gasolina no tanque. No entanto, o brasileiro vive uma temporada das mais complicadas com a Foyt, equipe que não tem conseguido acompanhar o resto do grid na maioria das provas no atual campeonato. Para o brasileiro, é o ano mais duro da carreira na Indy e que faz repensar a continuidade no time.
 
Ao GRANDE PRÊMIO, Tony falou das dificuldades que a equipe enfrenta desde o início do ano, da escolha por amortecedores errados e de como 2019 está sendo duro pensando na sequência da carreira.
 
"Um ano muito ruim para gente, um ano muito difícil. Tomamos uma decisão antes da temporada em relação aos amortecedores que só fomos descobrir que estava errada quando a temporada começou e ficou muito difícil de reverter. Meu pior ano em termos de resultados na Indy, muito difícil, ano de repensar o que fazer, de muita reflexão para tentar reverter a situação. É fácil dar opinião para quem está de fora, corrida depende muito de resultados, mas tem sido um ano extremamente duro para mim, pessoalmente. Acho que é o ano mais difícil da minha carreira, tentando achar motivação para reverter essa situação até o fim do campeonato, e aí repensar o que fazer para o próximo ano", disse.
Tony Kanaan vai discutir o futuro com a Foyt (Foto: IndyCar)
Kanaan explicou que ainda não decidiu o que fará da vida em 2020, mas quer conversar com a Foyt para ver o melhor para os dois lados. O brasileiro, que sempre se mostrou disposto a virar o jogo com o time de AJ Foyt, lembrou que não é de deixar desafios para trás sem concluir seus objetivos.
 
"Sempre mexe [com o pensamento de continuidade na equipe], acho que não é só da minha parte, mas da equipe também, precisamos ser realistas e ver o que é bom para todo mundo. Tenho o desejo de continuar, nunca fui uma pessoa de desistir de nada, então eu gostaria muito de tentar reverter a situação nos próximos anos, mas isso vai depender muito de uma conversa com a equipe e de ver o que seria bom para as duas partes para decidir, agora o foco não é pensar no que ainda vai acontecer", seguiu.
 
No entanto, por mais que o ano esteja bem duro, as 500 Milhas de Pocono são esperança de, quem sabe, repetir o bom rendimento da Indy 500 e até de Iowa.
 
"Os ovais são mais fáceis para nós, com certeza. Até fomos bem em algumas outras provas ano passado, mas chances reais mesmo eu acho que nós temos é nós ovais, então, sim, Pocono seria nossa melhor oportunidade até o fim do ano", explicou.
 
A Foyt tem apenas três top-10 em 2019, sendo dois com Kanaan e um com Matheus Leist. Tony é 18º no campeonato e Matheus vem em 20º.


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