Mesmo com derrota para Dixon, Newgarden sai em alta e favorito no início de ciclo 2021

O desempenho na reta final de 2020 deixou claro que Josef Newgarden está no auge e que, com a Penske naturalmente evoluindo em 2021, é o cara a ser batido na Indy mesmo atualmente sendo vice

A temporada 2020 da Indy acabou de terminar, mas 2021 também já começou. Logo após o GP de St. Pete, ainda durante a celebração de Scott Dixon pela conquista do hexacampeonato, o neozelandês e seus rivais já trataram, em maior ou menor escala, do campeonato do ano que vem. E, ainda mais de quatro meses antes do início dele, já podemos cravar: o favorito ao título atende pelo nome de Josef Newgarden.

É claro que há ainda muito chão pela frente antes do início do calendário, mais ainda até a decisão do título de 2021, mas Newgarden chegou a um estágio que o faz deixar 2020 com mais moral que o campeão. É que a reação do piloto da Penske foi impressionante. Uma arrancada poucas vezes antes vista que fez uma distância de 117 pontos cair para 16 ao final da disputa. E tudo isso com apresentações bem vistosas.

O início de campanha realmente não foi dos melhores. Apesar da pole no Texas e na corrida 1 em Elkhart Lake, só um pódio em quatro corridas, enquanto Dixon, com um carro claramente superior, emendava três triunfos e disparava na frente. Veio, então, o GP de Iowa. E foi a virada de chave que Josef estava precisando.

Newgarden finalmente acabou com a seca em Iowa (Foto: Indycar)

Dali para frente, não houve mais atuação ruim para Newgarden. Um ou outro tropeço de resultado, é verdade, mas muito mais por circunstâncias alheias a ele do que qualquer outra coisa. Vieram as vitórias em Iowa 2, Gateway 2 e no GP de Indianápolis 2, mas veio também uma nova postura, muito mais agressiva.

O que se viu foi um Newgarden como nos velhos tempos, uma versão próxima com a que apresentava na época de Carpenter. Com as costas na parede, era questão de sobrevivência ter o máximo de arrojo possível e sempre levar o carro ao limite. Foi assim no quinto lugar em uma Indy 500 terrível da Chevrolet, foi assim nos mistos e nos ovais curtos.

E aí, após um azar danado com amarelas que lançou Dixon ao primeiro lugar e o derrubou para 12º na corrida 1 de Gateway, Josef se viu com um ultimato. Eram 117 pontos para tirar, só um milagre serviria. E o milagre não veio por muito pouco, pouco mesmo.

Josef Newgarden fez uma belíssima temporada 2020 (Foto: Indycar)

O nível de excelência se manteve e foi refletido com três vitórias nas últimas seis corridas: no oval curto de Gateway, no misto de Indianápolis, nas ruas de St. Pete, enfim, triunfos de todos os tipos para todos os gostos. E sempre com as mesmas características: arrojo puro e decisão. E é assim que Newgarden quer continuar em 2021.

“É definitivamente amargo. Parabéns ao Scott e todos os caras da equipe dele, são grandes competidores. Por um lado, eu não sei o que fazer diferente ou pedir do time. Eles não cometeram falhas, foram os mais rápidos nos pits. Tenho muito orgulho de pilotar aqui. Temos um time incrível e faltou pouco. Vamos resetar, bater forte neles no ano que vem. Eu prometo estar na briga todo ano”, disse um Josef que, de fato, está na briga todo ano desde que chegou ao grupo da Penske.

O americano não levou, ficou no quase, mas ganha uma casca e uma moral fundamentais para o próximo campeonato. Após ter tido potencialmente a temporada mais forte de sua carreira, o piloto entra na casa dos 30 anos com a maturidade necessária para encarar decisões, mas com o espírito de jovem que encara as divididas. E é por isso que, desde já, acreditando em uma evolução da Penske e da Chevrolet, Newgarden já pinta como grande favorito em 2021.

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