O’Ward rompe muro com primeira vitória e se firma como candidato real ao título

Conquistar finalmente uma vitória era a única coisa que ainda impedia qualquer um de afirmar o óbvio: Pato O'Ward é um forte e real candidato ao título da Indy 2021

Uma vitória. Era só disso que Pato O’Ward precisava para mudar de patamar na Indy. Um dos pilotos mais promissores do automobilismo mundial, o jovem mexicano já tinha respeito e holofotes, mas ainda faltava o algo a mais para ganhar um novo status. Pódios, poles, ótimas exibições, Pato foi empilhando, carregando a McLaren para perto do pelotão da frente. Realmente só faltava triunfar. Neste domingo (2), O’Ward saiu da fila.

E a tão esperada vitória veio em grandíssimo estilo. Em uma pista em que praticamente ninguém passava ninguém, O’Ward resolveu agredir nas voltas finais, foi para cima com tudo e deixou Josef Newgarden pelo caminho, sem medo do que poderia acontecer. Foi o tudo ou nada e, diante do cenário que Pato se encontrava, era necessário.

É que, por mais que fosse realmente necessário pensar no campeonato, O’Ward tinha de vencer a qualquer custo antes de pensar em outra coisa. Simplesmente não havia como imaginar o mexicano brigando por um campeonato sem que fosse capaz de vencer corridas. Agora, a coisa muda bastante de figura.

Pato O’Ward finalmente venceu na Indy (Foto: Indycar)

O desabafo de Pato no rádio, a entrevista depois da corrida, tudo isso mostra bem como alguém tão jovem é capaz de ficar tão pressionado por bater seguidas vezes na trave. Sim, é verdade que praticamente todos os ‘quases’ foram culpa da McLaren nos boxes, na estratégia ou qualquer coisa do tipo, mas eles estavam corriqueiros e a frustração, no fim, ia toda em cima de O’Ward, que parecia incapaz de conquistar uma vitória.

“Finalmente. Foi uma corrida longa, mas tínhamos tanto ritmo e velocidade. Preciso agradecer ao time, todos fizeram um grande trabalho e demos a volta por cima do fim de semana passado. Tivemos um pódio ontem, tínhamos ritmo. Não poderia estar mais feliz”, disse.

O cenário foi ficando ainda mais desagradável e, de certa forma, pesado pelo que acontecia com os companheiros de geração de Pato. Colton Herta estava lá vencendo sem problemas, até Álex Palou, abrindo seu segundo ano e estreando pela Ganassi, também ia ao lugar mais alto do pódio. Foi aí que O’Ward entendeu que era a hora do ‘ou vai, ou racha’.

Pato O’Ward venceu a segunda corrida do Texas passando Josef Newgarden na pista (Foto: McLaren)

A magia do automobilismo e dos esportes em geral está nos pequenos detalhes. Pato chegou a pisar na tal ‘zona proibida’, do tenebroso asfalto texano, algumas vezes, mas não rodou. O piloto tirou tinta de rival, quase se tocou, mas evitou. E venceu. O que poderia ser uma ida ao muro, um aumento no trauma, se transformou no livramento. O’Ward basicamente tinha a opção de ir ao pódio e somar bons pontos, mas sabia, lá no fundo, que só estaria ampliando o sofrimento da falta de vitória.

Em um campeonato muito equilibrado, mas que Scott Dixon larga na frente e que Ganassi e Honda parecem um pouquinho na frente das rivais, são atuações assim que te colocam no jogo. Josef Newgarden e Colton Herta, definitivamente, ganham a companhia de O’Ward entre os desafiantes de Dixon.

Sem a pressão fortíssima de não vencer, sem jejum do México, sem fila da McLaren, sem nada disso, O’Ward pode se transformar a partir da próxima etapa. Aconteça o que acontecer, agora com o currículo reforçado, Pato entrou de vez no jogo. O muro está quebrado, a porteira abriu.

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