Retrospectiva 2019: Newgarden retoma regularidade e conquista bi incontestável

Josef Newgarden teve desempenho muito superior aos rivais em 2019 e buscou um merecido bicampeonato. No começo, foi mais agressivo por resultados melhores, na reta final, soube ser mais burocrático para levar os pontos que precisava para casa

A temporada 2019 da Indy acabou de forma mais apertada do que deveria, mas com um campeão indiscutível e que passou poucos sustos no momento da decisão. No primeiro capítulo da RETROSPECTIVA 2019, relembramos a campanha vitoriosa de Josef Newgarden em seu bicampeonato.
 
Não é exagero algum dizer que o título de 2019 já tinha dono desde a primeira etapa da temporada. Para sermos justos, houve uma fase em maio em que Simon Pagenaud parecia ter força para buscar o companheiro, mas fase é realmente o melhor termo a ser usado aqui. Em geral, é indiscutível que Newgarden foi o melhor piloto durante as 17 corridas do ano.
 
O que melhor exemplifica a qualidade da temporada do americano da Penske foi o rendimento que teve m todos os tipos de pista. Das quatro vitórias, duas foram na rua, uma em oval longo e outra em oval curto. Mistos? Teve um segundo lugar em Austin e ainda um terceiro em Road America, ou seja, não teve ponto fraco, foi o mais completo.
Josef Newgarden buscou um bicampeonato merecido (Foto: Indycar)

Logo na estreia, teve ótimo trabalho ao lado de Tim Cindric para cravar a estratégia e vencer em St. Pete, em uma primeira mostra de que seria um ano também bastante cerebral e de bom gerenciamento de equipamentos. Em Austin, novamente a tática ajudou e o americano chegou em segundo, atrás de Colton Herta, ampliando a frente na dianteira do campeonato.

 
A terceira etapa teve uma das melhores atuações do bicampeão no ano. No Alabama, pista em que pode chamar de casa, Josef classificou muito mal, mas teve exibição grandiosa para fechar em quarto, empilhando ultrapassagens. Em Long Beach, segundo lugar atrás de um Alexander Rossi dominante, mas mais pontinhos somados na belíssima campanha.
 
Aí veio maio e o único momento em que Pagenaud, por mais que tenha sido vice, pareceu de fato que iria incomodar Newgarden. O francês teve um mês impecável, venceu no misto de Indianápolis, fez pole e triunfou na Indy 500, ou seja, voltou completamente para o jogo, especialmente porque Josef foi muito mal no GP e ficou em quarto na maior prova do mundo. 
Josef Newgarden venceu em Iowa (Foto: Indycar)
Mas foi maio acabar para Pagenaud engatar quatro corridas ruins em sequência e Newgarden responder vencendo em Detroit e no Texas e ainda fazendo pódio em Elkhart Lake. A sequência teve o francês vencendo em Toronto e o americano anulando com o troco em Iowa, até quando o campeonato chegou em Mid-Ohio, um momento importante de exceção no comportamento de Josef.
 
Se vinha conseguindo ser o rei da tática e do resultado, Newgarden teve uma espécie de apagão e resolveu se jogar em cima de Ryan Hunter-Reay nos últimos metros em Lexington. Valia pódio, é verdade, mas não alteraria a cotação do dólar. Acabou que rodou, ficou preso na caixa de areia e o quarto virou 14º. Qualquer erro parecido poderia reanimar o campeonato, por mais encaminhado que o bi parecesse.
 
A partir dali, então, vimos um piloto diferente. Muito, muito cauteloso, Newgarden não queria mais correr risco algum. Por mais que tenha sido acertado por Santino Ferrucci em Gateway, ainda salvou uma batida no muro e, assim, chegou em sétimo, resultado que somado aos top-5 em Pocono e Portland e ao oitavo lugar na final em Laguna Seca garantiram um título incontestável.
Josef Newgarden dominou a temporada (Foto: Indycar)
Depois de Toronto, Pagenaud não venceu mais, ou seja, terminar 25 pontos atrás de Josef foi mais consequência da pontuação dobrada na final e da cautela do rival do que qualquer coisa. Rossi e Scott Dixon, que tanto prometiam, falharam mais do que o normal. O neozelandês não teve a regularidade de sempre, ficou para trás com poucos erros e muitos problemas da Ganassi. O americano, por sua vez, tentou reduzir o arrojo e acabou se perdendo na própria transformação. 
 
Não é exagero dizer que Colton Herta foi melhor em 2019 que os três grandes rivais de Newgarden. Portanto, dá quase para dizer que foi um bicampeonato fácil, por tudo que aconteceu. Não que isso diminua os méritos de um piloto que cada vez mais parece pronto para fazer história na Indy.
 

 
Paddockast # 45
OS MELHORES E OS PIORES PILOTOS DA F1 2019

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