Aleix Espargaró assume decepção com evolução da Aprilia: “KTM chegou depois”

O catalão afirmou que a Aprilia tem a vontade de obter resultados melhores, mas ainda está longe da meta de brigar constantemente dentro do top-5. O irmão de Pol considerou que a casa de Noale também está prejudicada em 2020 pela ausência de Andrea Iannone

A vitória da KTM no GP da Tchéquia do último fim de semana colocou uma lupa em cima da Aprilia. Apesar das muitas diferenças, as duas fábricas sempre foram amplamente comparadas, até pela proximidade com que entraram na MotoGP: os italianos voltaram ao Mundial em 2015, dois anos antes dos rivais austríacos.

Ao longo deste tempo, as duas fábricas sempre estiveram juntas na lanterna do Mundial de Construtores, mas a KTM deu passos mais sólidos: primeiro com um pódio em 2018, uma largada na primeira fila em 2019 e agora uma vitória com Brad Binder. A Aprilia, por outro lado, segue no fundo da tabela. Depois de três corridas em 2020, os italianos somam apenas 11 pontos, 59 a menos que a líder Yamaha e 33 atrás da rival austríaca, que avançou para a segundo na classificação.

Às vésperas do GP da Áustria, Aleix, assim como fez desde a pré-temporada, destacou a evolução da RS-GP, mas sublinhou que o avanço obtido para este ano está longe de ser suficiente.

Aleix Espargaró costuma ser o melhor entre os pilotos da Aprilia (Foto: Aprilia)

“Obviamente, a nova moto é melhor. Isso está claro. Mas os caras mais fortes em Brno foram três KTM. Então é muito desapontador”, disse Aleix, decepcionado pelo fato de a KTM ter atingido o topo do pódio antes da Aprilia.

O #41 frisou que, mesmo contando com um conceito completamente diferente das rivais, já que usa chassi de treliça de aço ao invés do tradicional alumínio, a fábrica de Mattighofen tem mostrado constante evolução.

“A KTM chegou depois da gente. E a única coisa que podemos fazer é aplaudi-los, pois estão fazendo um grande trabalho com uma mentalidade diferente do restante das marcas, com seu próprio sistema de chassi”, comentou. “E o nível que eles mostraram no ano passado com Pol já era um passo muito bom. Neste ano, com Pol e Binder, eles são muito, muito fortes”, elogiou.

“Tentamos mais e mais, trabalhamos super duro e colocamos tudo nesse projeto com a Aprilia, mas no momento a realidade é que não estamos no nível em que eu realmente gostaria de estar e que a Aprilia também quer estar”, reconheceu. “Acho que a Aprilia, que foi 54 vezes campeã [em todas as categorias] merece e tem de lutar pelo top-5 depois de seis anos na MotoGP. Mas, por enquanto, ainda estamos longe”, continuou.

“Devo dizer que este ano pareceu melhor, é a melhor moto que a Aprilia já teve, mas ainda não é o bastante”, indicou.

Na visão de Aleix, a Aprilia também se prejudica por ter de escalar Bradley Smith para assumir a vaga de Andrea Iannone, que está suspenso por doping e só será julgado pelo Tribunal Arbitral do Esporte em outubro. Assim como a KTM, a casa de Noale tem mais liberdade para testar por conta do sistema de concessões da MotoGP.

“Não tem segredo neste muito: quanto mais você investe, mais você trabalha, mais sucesso você tem. Assim, espero que possamos aprender com eles e sermos mais competitivos no próximo ano”, torceu. “Eu sei que a Aprilia está tentando, muitas coisas estão mudando, mas com o problema que tivemos com Iannone, tudo ficou mais difícil para nós”, apontou.

“A Aprilia investiu muito neste ano com a equipe de testes. Tínhamos dois pilotos para testar: [Lorenzo] Savadori e Smith. Mas Smith agora está correndo”, lembrou. “A situação da Aprilia é um pouco mais complicada, mas isso não é desculpa. Não é, pois não é o nosso primeiro ano. Tomara que a gente possa aprender no futuro”, concluiu.

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