Álex Márquez vê Aprilia com moto “mais completa” e crava: “Estão meio passo à frente”
Vencedor do GP da Espanha, Álex Márquez apontou que a Ducati conseguiu avanços no teste de segunda-feira (27) em Jerez, mas avaliou que a Aprilia segue sendo a referência na MotoGP 2026. Espanhol torceu para os achados da atividade coletiva serem confirmados em outras pistas
Álex Márquez acredita que, ainda que a Ducati tenha conseguido avanços durante a passagem por Jerez de la Frontera, a Aprilia segue sendo a referência na MotoGP 2026. O espanhol considerou que a RS-GP é uma moto “mais completa” e apontou que a casa de Noale “ainda está maio passo à frente” da rival de Borgo Panigale.
No GP da Espanha, a Ducati colocou um ponto final na sequência de vitórias de Marco Bezzecchi e levou a melhor na corrida de domingo com Álex Márquez. O time de fábrica, porém, teve mais um dia ruim, com Marc Márquez abandonando a prova ainda no início por conta de uma queda e Francesco Bagnaia tento de recolher aos boxes algumas voltas mais tarde por causa de um problema ainda não explicado com a Desmosedici.
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Ainda assim, Bezzecchi conseguiu se manter no pódio e ampliar ainda mais a liderança no campeonato. O italiano agora soma 101 pontos, 11 a mais o que Jorge Martín, o vice-líder. o melhor representante da Ducati é Fabio Di Giannantonio, que ocupa a terceira colocação, com 30 de atraso. Álex, por sua vez, é sétimo, já a 48 da liderança.
Diferente do ano passado, quando conquistou em Jerez a primeira vitória da carreira na MotoGP na corrida de casa, desta vez Álex teve uma celebração mais contida, já que a prioridade era o teste coletivo intertemporada programado para segunda-feira.

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“Se eu celebrei a vitória com uma grande festa? Nós fizemos uma pequena celebração, menor do que a do ano passado, pois o teste era mais importante do que na temporada passada. Foi tudo mais relaxado: depois da primeira vitória, é difícil voltar à realidade, mas este ano não foi assim. Eu estava muito focado no teste”, contou Álex. “Por que era tão importante? Pois nós tivemos muitas dificuldades nas três primeiras etapas, aí viemos para cá e voltamos a ser muito rápidos e suaves, e conquistamos uma bela vitória. Mas acho que ainda têm muitas áreas em que precisamos melhorar, e foi exatamente nisso que focamos neste teste, tentando diferente pacotes aerodinâmicos e várias coisas na moto. Algumas foram positivas, outras negativas, mas é difícil tirar conclusões aerodinâmicas em uma única pista, pois Jerez é uma excelente pista para teste, mas podemos precisar de mais algumas curvas rápidas. Algumas coisas, porém, são positivas. Agora, Ducati e Gresini terão muito trabalho para fazer em casa para analisar tudo”, seguiu.
No teste, a prioridade foi avaliar pacotes aerodinâmicos, já que, durante a pré-temporada, a Ducati não conseguiu encontrar uma solução para a dianteira que fosse claramente melhor do que aquilo que vinha usando até então.
“O que testamos? Principalmente aquilo que vocês viram. Sinceramente, de manhã nós focamos na aerodinâmica e continuamos fazendo isso de tarde também, para decidir o melhor pacote para Le Mans”, explicou Álex, que destacou que a versão testada é “ligeiramente diferente” do que usou em testes anteriores. “Cheque as fotos”, comentou.
“Foi mais nisso que nós focamos, pois, em fevereiro, nós não conseguimos uma atualização para a dianteira. Algo que fosse claramente melhor. A Ducati continuou trabalhando para nos trazer outras coisas. Algumas funcionaram. Outras, não. Mas é verdade que em um único circuito é difícil dizer se é melhor ou pior”, ponderou. “Temos trabalho a fazer e teremos de avaliar se existe uma melhora que valha a pena homologar de imediato ou se é melhor esperar por Montmeló ou o que vamos fazer. No momento, estamos focados especialmente em testar essas coisas da melhor forma possível”, destacou.
Ainda, Álex se mostrou orgulhoso com o fato de Bagnaia ter dito que planeja estudar o que ele e a Gresini fizeram em Jerez, já que o espanhol conseguiu superar três provas difíceis para vencer em Jerez.
“Fico muito feliz com as palavras de Pecco. Já disse em Austin que, mesmo que estivéssemos com dificuldades, nós voltaríamos. Continuamos trabalhando muito bem, tentando não entrar em pânico e analisar as coisas. Começamos com o acerto da moto do ano passado, fizemos uma análise e, de repente, éramos rápidos outra vez. Nós trabalhamos muito bem e tentamos coisas que funcionaram, mas não sei qual o trabalho que eles estão fazendo na equipe de fábrica. Eles, com certeza, estão fazendo um bom trabalho e sabem o que nós fizemos”, apontou. “As próximas duas ou três etapas serão um bom teste para nós também: vamos ver se podemos manter essa performance em Le Mans, que é uma pista muito diferente”, comentou.
“Não trabalhei especificamente para Le Mans, mas, no geral, para as próximas corridas. Vai ser difícil saber se o pacote aerodinâmico é melhor ou não, mas vamos analisar e tomar a melhor decisão”, garantiu.
Questionado se esperava dar um passo à frente levando em conta o que foi testado por ele e os outros pilotos de fábrica em Jerez, Álex respondeu: “Não sei exatamente o que eles testaram nas outras garagens. Este fim de semana, nós demos um importante passo à frente e esperamos que a aerodinâmica nos ajude a ganhar um pouco mais e melhorar mais, pois nunca é o bastante. No domingo, mais uma vez, a Aprilia colocou quatro motos no top-6, e, ainda que tenhamos vencido, eles ainda estão meio passo à frente. Acho que a moto deles é um pouco mais completa”.
Por fim, o caçula dos Márquez mostrou estar incerto de que o passo que conseguiu com a GP26 em Jerez tenha sido uma solução definitiva para o acerto.
“Não sei se é. Acho que Le Mans, Mugello e Catalunha serão bons testes para ver se podemos manter essa performance ou se vamos ter um pouco de dificuldade outra vez. Vamos ver, mas este é o acerto que eu usei quase todo o ano passado, e é o mesmo com o que eu ganhei aqui em 2025. Então espero manter esse nível de performance até o fim”, encerrou.
A MotoGP retorna entre os dias 8 e 10 de maio, para o GP da França, direto de Le Mans, na quinta etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das demais classes do Mundial de Motovelocidade.
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