Rins revela “grande choque” com saída da Suzuki da MotoGP: “Chorei copiosamente”

Espanhol avaliou que tem chances de encontrar uma vaga para 2023, mas lamentou especialmente pelos demais funcionários da equipe, já que a recolocação profissional deles é mais difícil

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Álex Rins contou que chorou copiosamente ao ser informado que a Suzuki planeja abandonar a MotoGP no fim da temporada 2022. O espanhol contou que recebeu a notícia de Livio Suppo, chefe da equipe, e Shinichi Sahara, líder do projeto da GSX-RR, logo após terminar o teste do último dia 5, em Jerez de la Frontera.

Mesmo com um contrato em vigor até 2026, a montadora de Hamamatsu pegou pilotos e funcionários de surpresa no início da semana passada ao comunicar a decisão de deixar o Mundial logo após um dia de teste coletivo na pista espanhola. Promotora do campeonato, a Dorna entrou em cena e destacou que o contrato não permite uma decisão unilateral, o que resultou em uma negociação que segue em curso.

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Álex Rins relatou que os mecânicos ficaram destruídos com saída da Suzuki da MotoGP (Foto: Divulgação/MotoGP)

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Nesta quinta-feira (12), às vésperas do GP da França, Rins falou com a imprensa pela primeira vez desde que foi informado da decisão e contou como recebeu a notícia. Pelo relato, os pilotos foram comunicados da decisão da cúpula da fábrica japonesa apenas minutos antes do restante da equipe.

“Depois do teste de segunda-feira em Jerez, Livio e Sahara-san me chamaram e me deram a notícia no escritório”, contou Rins. “Foi super difícil. Eu chorei copiosamente. Dei tudo por esta equipe desde 2017, tentei dar o máximo de informações para termos um pacote competitivo e uma moto vencedora. Mas, sabe, são também os membros da equipe. Eles fizeram tudo desde 2015, quando a Suzuki voltou à MotoGP”, seguiu.

“Com certeza, foi um grande choque para mim, um grande choque para a equipe”, frisou. “Não é fácil. No fim, acho que posso encontrar algo para o próximo ano, mas é mais difícil para eles. Eu lamento muito, eles são como minha família”, declarou.

“Vamos tentar terminar a temporada da maneira mais forte possível. Este fim de semana será o meu último com a Suzuki em Le Mans, então vamos aproveitar o momento com a Suzuki nesta pista. Ano que vem, vou pilotar outra moto”, afirmou.

O momento do anúncio da Suzuki é ainda mais chocante dada a competitividade da moto, que vive o melhor momento desde a conquista do título de 2020 com Joan Mir.

“É difícil, mas dá um empurrão extra. A primeira corrida depois do teste de Jerez é difícil, mas agora existem dois caminhos: para cima ou para baixo. Ou vamos para cima”, avisou. “O que eles dizem é que o orçamento para este ano está fechado, então vão trazer tudo. Vão colocar todo o esforço. E, acredite em mim, os japoneses, os mecânicos, ficaram destruídos [com a notícia]”, revelou.

“Estamos esperando por um novo pacote aerodinâmico. Vamos esperar e tentar buscar bons resultados. Já temos dois pódios e queremos mais”, frisou.

Por fim, Álex destacou que estava negociando com a Suzuki a renovação do contrato e, embora confie que pode encontrar uma vaga para 2023, ainda não sabe onde.

“O plano era continuar com a Suzuki”, contou. “Também estávamos negociando com eles, mas isso aconteceu super-rápido. Se Livio ou Sahara-san soubessem disso na primeira corrida, não teríamos começado a negociar”, concluiu.

A MotoGP volta às pistas no próximo dia 15 de maio para o GP da França, em Le Mans, sétima etapa da temporada. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do Mundial de Motovelocidade 2022.

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