Após cancelamento, diretor descarta jogar toalha e se diz “confiante no futuro da MotoGP em Silverstone”
Diretor de Silverstone, Stuart Pringle teve de dar explicações após o cancelamento do GP da Grã-Bretanha em decorrência da drenagem deficitária do circuito. Dirigente descartou “jogar a toalha” e se disse confiante no futuro da MotoGP na pista
Diretor de Silverstone, Stuart Pringle teve de se explicar após o GP da Grã-Bretanha ser cancelado em decorrência da drenagem deficitária do circuito. Mas, apesar dos problemas de domingo (26), o dirigente se disse confiante no futuro da MotoGP.
As corridas de Moto3, Moto2 e MotoGP tiveram de ser canceladas por conta das condições de pista. Reasfaltado no início do ano, o traçado apresentou os primeiros sinais de problemas ― no que diz respeito ao Mundial de Motovelocidade, já que a falha já tinha aparecido em etapas de outras categorias ― no sábado, mas ficaram ainda piores no domingo, quando a chuva foi constante.
Por conta do acúmulo de água na pista, a MotoGP adiou a largada que já tinha sido antecipada no dia anterior, mas, depois de cinco horas de espera, acabou por cancelar a etapa atendendo uma decisão dos pilotos.

Condições da pista impediram GP da Grã-Bretanha (Foto: Michelin)
Diretor de provas da MotoGP, Mike Webb responsabilizou a obra recente pelos problemas e lembrou que não seria a primeira vez que o Mundial correria em Silverstone com chuva. Os próprios pilotos, aliás, deixaram claro que o clima não teria impedido a prova se o asfalto drenasse a água normalmente.
Diretor de Silverstone, Pringle falou com a imprensa ainda no domingo e garantiu que vai se empenhar para manter a MotoGP no calendário.
“Eu, na verdade, estou realmente confiante no futuro da MotoGP em Silverstone, porque nós estamos falando seriamente em relação ao nosso comprometimento com o campeonato”, disse Pringle. “Fico muito satisfeito em dizer que, mesmo após seis horas que descreveria como as mais desafiadoras da minha carreira, nós temos uma boa relação com a Dorna, temos um grande respeito com a FIM, e eles sabem…”, seguiu.
“Olha, nós não tivemos um ótimo dia aqui, foi um dia bem difícil, mas somos um circuito de primeira linha. Nós temos um calendário de corridas aqui que é incomparável”, destacou. “Então agradeço pelo apoio, vocês terão de escrever e interpretar isso, mas tudo que queremos é que este campeonato prospere, que Silverstone prospere, então vamos tentar passar a mensagem correta”, falou.
“Nós estamos comprometidos em tentar fazer a MotoGP aqui. Nós não trabalhamos duro assim para chegar até aqui e simplesmente jogar a toalha, então precisamos entender o que aconteceu e precisamos entender quais são as implicações das exigências disso”, defendeu.
Um dia após isentar o novo asfalto pelos problemas enfrentados na tarde de sábado, Pringle voltou a evitar apontar o dedo para a Aggregate Industries, responsável pelo serviço, mas falou em investigar a fundo o que aconteceu.
“Eu sei que vocês querem saber sobre a pista, então me deixem dizer o que penso sobre o circuito: se vocês acham que tem alguém desapontado com a performance da pista hoje, pode ter certeza que eu estou na frente desta fila. Nós não nos comprometemos com o campeonato e com o motociclismo para termos nossos fãs sentados no tempo por seis horas”, disparou. “Não era isso que nós queríamos e não foi isso que nós nos propusemos a fazer. Nós precisamos fazer uma investigação séria a respeito e descobrir o que aconteceu. Não posso fazer isso agora. Não posso dar respostas”, afirmou.
“Eu sei que o empreiteiro, a Aggregate Industries, fez o trabalho porque estão orgulhosos de sua mão de obra e da qualidade de seus produtos e fizeram isso para ganhar pontos e pelo benefício que isso traria a eles, não para sentar aqui no fim de um longo dia e ter dúvidas sobre a qualidade de seu trabalho”, considerou. “Mas seria injusto enfrentá-los agora, quando não temos as informações. Nós precisamos de dados. Eu tenho algumas informações. Tenho os dados do escaneamento da pista que fizemos antes do trabalho, imediatamente depois e também um adicional que fizemos depois da F1, porque algumas dúvidas começaram a ser levantadas lá”, contou.
“Vamos, claro, escanear de novo e não será uma surpresa saber que isso vai ajudar a responder perguntas que os caras da Comissão de Segurança não puderam responder na coletiva. Nós também vamos colocar algumas pessoas independentes nisso. Precisamos chegar ao fundo disso”, alegou. “Então precisamos de um pouco de tempo. E vocês podem ter certeza de que serão informados, talvez não pessoalmente, mas em uma reunião. Nós vamos emitir declarações. Porque esse é um assunto importante para o campeonato da MotoGP e é um assunto sério para Silverstone, e nós precisamos apresentar respostas, entender o que aconteceu e o que será necessário para o futuro. Mas não posso dizer, neste momento, qual a solução para o futuro”, concluiu.
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