Chefão da MotoGP culpa guerra entre Rússia e Ucrânia por atraso com frete

Carmelo Ezpeleta comentou problema com aviões cargueiros e afirmou que, para ser realizado "sem maiores problemas", GP da Argentina precisa torcer para que o voo com os equipamentos chegue a tempo

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Após a MotoGP modificar toda a programação para o GP da Argentina devido ao atraso no frete dos equipamentos do paddock, o chefão Carmelo Ezpeleta atribuiu o conflito no leste europeu entre Rússia e Ucrânia como causa para os problemas logísticos enfrentados e divulgados pela categoria nesta quinta-feira (31). O Mundial de Motovelocidade cancelou a sexta-feira de ações e concentrou todos os treinos para o sábado.

“Nós aprendemos muito durante os 30 anos comandando a MotoGP, que a situação com os voos é muito complicada. Este é o principal problema, que tem crescido devido à guerra na Ucrânia”, começou a justificar Ezpeleta. “Muitos dos voos para o frete são de companhias russas, e todos esses traslados estão proibidos agora. Perdemos quase 20% dos voos disponíveis no mundo e o maior problema, agora, é que não há voos a serem compartilhados, já que estamos falando desde a última quarta-feira para solucionar o problema”, detalhou.

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Dois aviões cargueiros, que faziam o transporte dos equipamentos do paddock da Indonésia para Termas de Río Hondo, enfrentaram problemas. O transporte da carga do paddock é feito por cinco aviões de carga, mas um deles quebrou durante uma escala em Mombaça, no Quênia, e permaneceu em terra para reparos. O Mundial, então, mandou buscar o frete, com a expectativa de que os equipamentos chegassem ao paddock até esta tarde, mas um novo problema afetou uma segunda aeronave. 

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Agora, de acordo com o próprio Ezpeleta, a única esperança da MotoGP para que o GP da Argentina aconteça sem maiores problemas e com o cronograma atualizado é, de fato, torcer para que o avião no Quênia seja reparado a tempo.

“Não existem voos disponíveis para nós no momento. Não temos outra solução a não ser esperar para que as válvulas do avião em Mombaça sejam consertadas e que o voo, com sorte, chegue a tempo”, justificou.

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Questionado se já há um pensamento de reformulação do calendário para os próximos anos – para evitar problemas logísticos dessa natureza no futuro -, o chefão do Mundial de Motovelocidade negou tal hipótese. “Dessa vez, tivemos uma semana de folga no meio (entre os GPs da Indonésia e da Argentina)”, afirmou.

“Infelizmente, não podemos solucionar e evitar o problema. Organizamos 499 outros GPs e, graças a Deus, essa é a primeira vez que tivemos um problema desse tipo. Para ser honesto, não é bom, mas estamos preparados para aceitar esse tipo de coisa. Nosso objetivo principal, atualmente, é correr na Argentina e nos Estados Unidos, na semana que vem”, finalizou Ezpeleta.

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O GP da Argentina volta ao calendário da MotoGP neste fim de semana pela primeira vez desde 2019, já que a corrida teve de ser cancelada nos últimos anos por causa da pandemia de Covid-19. Confira a programação atualizada AQUI.

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