Coluna Wild Card, por Juliana Tesser: Danou-se

Após recusar proposta da Ducati, Cal Crutchlow se vê sem opções para 2013. Britânico queria vaga em time de fábrica, mas tem na Tech 3 sua maior esperança

Cal Crutchlow não deu sorte em suas escolhas. O britânico teve bons momentos na primeira metade da temporada de 2012 da MotoGP e acabou atraindo a atenção das equipes rivais. O piloto da Tech 3 foi procurado pela Ducati, que lhe ofereceu uma vaga no time de fábrica.

Inicialmente, a proposta de Bolonha era colocar o britânico como companheiro de Valentino Rossi, mas a possível saída do italiano levou o time a renovar o vínculo de Nicky Hayden.

O que também não caiu muito bem foram os resultado obtidos pelo piloto. Apesar dos bons momentos, Cal não conseguiu chegar ao pódio e tem sido constantemente batido por Andrea Dovizioso.

No meio de um mercado de pilotos bastante movimentado, o inglês parece ter ficado para trás na briga por uma vaga em um time de fábrica. A situação no momento é a seguinte: Yamaha e Ducati tem uma vaga indefinida, mas Rossi é o candidato mais forte em ambas. Ao que tudo indica, o italiano optou por voltar para a casa de Iwata, mas a decisão final só deve sair na semana que vem.
 

Chance de Crutchlow em time de fábrica pode ter escapado com recusa de oferta da Ducati (Foto: Tech 3)


Com a temporada de rumores em alta, Dovizioso aparece como principal candidato ao posto de Rossi em Borgo Panigale. O italiano vem de três pódios nas últimas quatro corridas e não esconde de ninguém que quer voltar para uma equipe de fábrica.

Se os rumores se confirmarem, restarão – exceto as motos CRT – duas vagas: uma na Gresini e outra na Tech 3, já que permanência de Pramac e AB no Mundial ainda é uma incógnita.

A Tech 3 – em um momento de loucura – assinou um contrato com Bradley Smith garantindo a ele uma vaga na MotoGP em 2013. Na Gresini, Álvaro Bautista não tem mostrado um desempenho de destaque e a San Carlo, principal patrocinadora do time italiano, já deixou claro que prefere um piloto com passaporte da Itália.

Sendo assim, Crutchlow cometeu um erro de cálculo. A Ducati havia dado a ele um prazo até a etapa de Mugello para responder sua oferta e ele não aceitou. Na etapa seguinte, o time confirmou Hayden e agora vive a expectativa de Rossi, em um rompante de loucura ou empolgado por um desafio sem fim, aceitar seguir no time. Caso contrário, terá de encarar a fase do desespero de encontrar um piloto que possa dividir os trabalhos com Nicky.

Nas atuais condições, Andrea é a melhor opção. Ele pode não ser um grande piloto, mas é mais eficiente que o companheiro, tem uma larga experiência na Honda e viria de uma Yamaha.

Restaria, então, a vaga na Gresini. Só que ele nasceu na Inglaterra, ou seja, danou-se. Não é impossível que a fabricante de salgadinhos de Milão concorde com um piloto não italiano – e, nesse caso, quem se lasca é Bautista –, mas as opções não são muitas.

Mesmo que Rossi não volte para a Yamaha, Cal não parece ser a primeira opção dos nipônicos. Não enquanto tiverem Dovizioso. Acho que ele se arrependeu de não ter mudado para Borgo Panigale.

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