Diretor-médico revela “desidratação absoluta” de Martín na Índia: “Quase desfibrilei”

Diretor-médico da MotoGP, Ángel Charte assumiu que pensou em usar um desfibrilador em Jorge Martín após o GP da Índia do último domingo. Médico comentou que o piloto da Pramac teve arritmia e taquicardia

Jorge Martín passou mal após o duro GP da Índia (Vídeo: MotoGP)

Diretor-médico da MotoGP, Dr. Ángel Charte detalhou a gravidade do caso de Jorge Martín após o GP da Índia do último domingo. O dirigente revelou que pensou em usar um desfibrilador no piloto da Pramac.

Martín terminou a corrida em Buddh esgotado e seguiu direto aos boxes da Pramac pedindo por água. O espanhol de Madri seguiu ao parque fechado amparado por integrantes da equipe, mas acabou recebendo atendimento médico por lá mesmo.

Jorge Martín se recuperou a tempo de subir ao pódio em Buddh (Foto: Gold & Goose/ Red Bull Content Pool)

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Dr. Charte revelou que Martín teve um quadro de “desidratação absoluta”, com arritmia — mudança no ritmo regular do coração — e taquicardia supraventricular paroxística — frequência cardíaca uniforme e rápida (entre 160 a 220 bpm) que começa e termina de maneira súbita. Por causa do estado de Jorge, Angel cogitou usar um desfibrilador, um equipamento que envia choques de energia elétrica para que o coração volte ao ritmo normal.

“Martín apresentou um quadro de desidratação absoluta, com arritmia e taquicardia supraventricular paroxística”, revelou Charte em entrevista ao diário espanhol AS. “Ele chegou extenuado e lipotímico [quando a pessoa fica próxima a um desmaio, mas não perde a consciência], com uma taquicardia paroxística de 230 [bpm] e estive a ponto de desfibrilá-lo”, seguiu.

“Nós o tratamos diretamente no parque fechado. No início, ele não reagia e estava completamente apagado. Estive a ponto de desfibrilá-lo”, frisou.

Dr. Charte contou que a língua de Martín parecia um papel após a corrida, tamanha a desidratação sofrida.

“Martín acabou a corrida completamente extenuado e a taquicardia se mantinha em 220 ou 230 [bpm]. Eles correm sempre um pouco taquicárdicos, em 170 ou 180, mas eles logo recuperam para 130 ou 140, depende de cada um. Quando ele chegou, tocava a língua dele e era como um papelão. Não tinha líquido no corpo dele. Estava completamente desidratado”, encerrou.

O treino da MotoGP para o GP do Japão, em Motegi, está marcado para às 3h (de Brasília). O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade.

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