Ducati inicia último GP de 21 com pé direito em dia de MotoGP compacta em Valência

Com o pelotão todo separado por pouco mais de 1s3, a classe rainha viu o top-3 coberto por só 0s068 nesta sexta-feira (12) em Valência. Jack Miller ficou com a liderança em um dia que a Ducati viu quatro das seis motos no ranking das dez mais rápidas

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A MotoGP experimentou uma sexta-feira (12) competitiva em Valência. No primeiro dia de treinos para o GP da Comunidade Valenciana, os pilotos encararam asfalto molhado e seco e fecharam o dia com o top-3 separado por só 0s068 ― o pelotão inteiro ficou coberto por só 1s358.

A atividade matutina foi realizada sob chuva, o que resultou na atípica liderança de Iker Lecuona. O espanhol da Tech3 cravou 1min40s569 e completou a manhã com 0s155 de vantagem para Jack Miller. Na parte da tarde, o australiano reestabeleceu a ordem natural das coisas e, com 1min30s927, foi o mais rápido do dia, evidenciando a boa forma da Ducati nas duas condições de pista.

Jack Miller sofreu uma queda, mas foi o mais rápido em Valênca (foto: Divulgação/MotoGP)

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Como ficou o grid de 2022 da MotoGP

A fábrica de Borgo Panigale, contudo, não foi a única a se destacar nesta sexta, apesar de ter colocado quatro motos entre as dez mais rápidas. Honda, Suzuki, KTM e Yamaha também colocaram representantes no top-10. A Aprilia foi a única fabricante de fora, com o melhor desempenho registrado por Aleix Espargaró, o 12º.

“Estou encantado com meu primeiro dia aqui em Valência, uma das minhas pistas preferidas no calendário”, declarou Miller. “A moto está funcionando muito bem, no seco e no molhado. Me senti confortável desde o início”, apontou.

“Tive uma pequena queda no TL1, passei reto na primeira curva e parecia estar andando no gelo quando toquei na tinta no chão. Tirando isso, estou gostando de andar aqui e mal posso esperar o que o restante do fim de semana reserva para nós”, comentou.

Vivendo um bom momento com a Honda, Pol Espargaró saiu satisfeito com a performance desta sexta-feira, apesar de ter levado um tombinho.

Pol Espargaró colocou a Honda no segundo lugar (Foto: Repsol)

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“Tivemos um bom dia hoje. Começou no molhado, então fui com calma, pois você pode acabar com o fim de semana na primeira sessão se não foi cuidadoso”, disse Pol. “De tarde, estava me sentindo confiante com pneus médios usados. No geral, foi uma boa segunda sessão, com exceção de uma pequena queda que sofri, mas imaginei que algo assim pudesse acontecer, porque estava forçando muito”, seguiu.

“A pista não estava na melhor condição por causa da chuva, então temos de seguir trabalhando nesta noite para aumentar nosso nível para a classificação”, ponderou. “Foi um bom início de fim de semana e quero dar aos fãs espanhóis nas arquibancadas algo pelo que torcer”, completou.

0s068 mais lento que o líder, Bagnaia falou em melhor sexta-feira em Valência da carreira e destacou as boas sensações que encontrou imediatamente com a Desmosedici.

“Estou feliz, pois acho que foi a minha melhor sexta-feira em Valência. Me diverti muito”, falou Pecco. “De manhã, no molhado, me senti ótimo. De tarde, encontrei imediatamente as sensações das últimas corridas, o que nos permitiu experimentar coisas diferentes e já sabemos que não vamos precisar trabalhar nos próximos dias”, continuou.

“Estou muito feliz. Em comparação com o ano passado, é um mundo totalmente diferente, mas não é a primeira vez que me sinto o mais forte. Talvez seja porque agora trabalho melhor e, pela primeira vez, me sinto forte também aqui. É uma bela sensação”, reportou.

Fabio Quartararo não gostou nada da performance da Yamaha (Foto: Yamaha)

Com 1min31s336, Álex Rins colocou a Suzuki na quarta colocação, só 0s409 atrás de Miller.

“Foi um bom dia. É uma pena que o TL1 tenha sido no molhado, pois não conseguimos melhorar o acerto, mas no TL2 nós fomos rápidos, colocamos a moto um pouco em crise para ver onde falha e o que podemos fazer para melhorar”, contou. “Vamos ver se no sábado podemos melhorar um pouco a moto, me custava um pouco nas curvas rápidas, mas acho que fizemos um bom trabalho para amanhã”, opinou.

Além de estar animado com a performance, Álex ressaltou que a Suzuki costuma andar bem em Valência.

“Este é um cenário em que sempre conseguimos um bom resultado, então não há motivo para não ser assim neste fim de semana. Vamos lutar desde hoje. Começamos com o pé direito, vamos ver como nos classificamos amanhã e se podemos dar mais um passinho na corrida”, completou.

Campeão antecipado, Fabio Quartararo não foi a melhor Yamaha do dia e ficou apenas em 11º, 0s781 atrás de Miller. Apesar de não ser uma diferença gritante, o francês se mostrou perdido com a forma da YZR-M1.

“Me senti mal na moto hoje”, contou Fabio. “De manhã, sabemos a razão disso ter acontecido, mas, de tarde, foi a mesma falta de sensações. Estou ansioso pela reunião com a equipe para ver o que causou isso e resolver”, frisou.

“Em Portimão, foi um fim de semana no qual tivemos uma classificação ruim e tivemos muitas dificuldades por causa disso. Mas faz um tempo que tive tanta dificuldade em uma sexta-feira. Acho que foi no ano passado, em Portimão. É bem estranho e espero que possamos mudar isso para amanhã”, torceu.

Franco Morbidelli chegou a rodar entre os ponteiros (Foto: Yamaha)

A melhor Yamaha, aliás, foi justamente a de Andrea Dovizioso. Sempre pé no chão, o italiano de Forli comemorou a velocidade exibida no Ricardo Tormo, mas defendeu que é preciso trabalhar para ser consistente na corrida.

“Hoje não é importante, mas mesmo assim estou feliz por estar dentro do top-10. Desde o início, tive uma boa sensação e consegui fazer bons tempos de volta”, comentou Andrea. “Não acho que todos os pilotos tenham mostrado o ritmo de verdade, especialmente já que as condições eram complicadas, mas, no geral, hoje foi melhor”, considerou.

“Ver ser o que acontece amanhã, quando todos estiverem dando 100%. Tudo é novo para mim a cada pista, mas acho que esta é ok para a nossa moto”, ponderou. “No entanto, ter uma boa velocidade é uma coisa, ser consistente por toda uma corrida, é outra. Amanhã será importante estar no Q2, mas também trabalhar no nosso ritmo de corrida”, avisou.

Outra Yamaha em destaque foi a de Franco Morbidelli. Ainda se recuperando de uma cirurgia no joelho, o ítalo-brasileiro chegou a andar na ponta em parte do Q2, mas não calço o pneu traseiro macio e desceu até a 13ª colocação, 0s905 atrás do líder.

“Foi um bom dia. Consegui ser decentemente rápido no molhado e também no seco. Também tive uma boa sensação com pneus usados e tive uma boa velocidade. E isso é positivo, temos de continuar assim”, comentou Franco. “O time está indo na direção certa desde que começamos a trabalhar. Já faz um tempo, mas estamos chegando lá passo a passo. E hoje eu me senti bem na moto, o melhor que já me senti. Isso é positivo. Significa que a equipe está trabalhando bem”, ponderou.

“Também é importante ser rápido com pneus usados, pois ultimamente tenho sido rápido com pneus novos, mas não tanto com pneus usados e na corrida. Mas estamos no caminho certo”, frisou.

A classificação da MotoGP para o GP da Comunidade Valenciana, em Valência, acontece no sábado, às 10h10 (de Brasília). O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do Mundial de Motovelocidade 2021.

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