Ducati tem pior aproveitamento em 6 anos no início da temporada 2026 da MotoGP
Com apenas 69 pontos no Mundial de Construtores após três etapas em 2026, a Ducati tem o pior aproveitamento nas primeiras três corridas do ano desde 2020, quando somou 42 tentos em uma campanha que ainda não contava com as corridas sprint
A Ducati começou a temporada 2026 da MotoGP com o pé esquerdo. Em um campeonato marcado pelo expressivo crescimento da Aprilia, a casa de Borgo Panigale ainda não acertou a mão com a própria moto e, além disso, ainda não tem Marc Márquez em plena forma, o que abalou o resultado até aqui.
Nas primeiras três corridas do ano, a Ducati viu cair uma enorme sequência de pódios logo de entrada, já que não colocou nenhuma das motos no top-3 do GP da Tailândia. Mas não foi só isso: até aqui, Borgo Panigale acumula apenas uma vitória. E em sprint, com Marc Márquez levando a melhor no GP do Brasil. Aos domingos, os GPs foram todos de Marco Bezzecchi, que tem desfilado a força da RS-GP em todas as partes.
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Ao fim das primeiras três corridas do ano, a Ducati soma apenas 69 pontos no Mundial de Construtores, 32 a menos do que a líder Aprilia. No numeral puro e simples, é o pior desempenho da marca de Bolonha desde 2022, quando a fábrica somou 61 tentos nas três primeiras etapas. Mas essa conta não fecha 100%. Afinal, naquela época a MotoGP não contava com as corridas sprints, o que reduzia de 37 para 25 os pontos disponíveis a cada etapa.
Se fosse possível remover as sprints da equação e contabilizar apenas os pontos somados aos domingos, 2026 representaria o pior desempenho da Ducati na década, já que, de 2016 para cá, os italianos jamais somaram tão poucos pontos no Mundial de Construtores em GP do que neste ano.

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Esta conta, contudo, tampouco fecha, já que não é possível ignorar a existência das provas de curta duração. Assim, a melhor saída é fazer um cálculo de aproveitamento, levando em conta o total de pontos disponíveis e quanto a Ducati efetivamente conquistou.
Somando sprint e GP, cada fim de semana da MotoGP vale 37 pontos nos Mundiais de Pilotos e Construtores. Ou seja, após três etapas, o máximo possível para uma fábrica é 111 pontos. Com só 69 neste ano, Borgo Panigale conseguiu um aproveitamento de 62,1%. Na mesma altura da campanha passada, por exemplo, a Ducati tinha 100%.
Antes das sprints, cada Construtor podia somar apenas 25 pontos por etapa, o que daria um total de 75 pontos após três GPs. Assim, o pior aproveitamento da Ducati na última década aconteceu em 2020, quando a marca italiana somou só 56% dos pontos possíveis, com 42 entre os 75 viáveis.
Há seis anos, a Ducati saiu do GP da Tchéquia com 42 pontos no Mundial de Construtores, 28 a menos do que a líder Yamaha. Ao fim daquele ano, marcado pela pandemia deCovid-19, o título ficou em Bolonha, que derrotou a casa de Iwata por só 17 pontos.
Depois de um mês de pausa por causa da mudança de data do GP do Catar ― motivada pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã ―, a Ducati volta à ativa neste fim de semana tentando frear a força da Aprilia. Para isso, porém, precisa não apenas da recuperação física de Márquez, que ainda lida com as consequências da lesão que sofreu no ombro no fim do campeonato passado, mas também da evolução da Desmosedici, que tem devorado os pneus traseiros e comprometido a performance dos pilotos.
Aproveitamento da Ducati no Mundial de Construtores da MotoGP após três etapas:
| 2026* | 2025* | 2024* | 2023* | 2022 | 2021 | 2020 | 2019 | 2018 | 2017 | 2016 | |
| Ducati | 62,1% | 100% | 86.4% | 92,8% | 81,3% | 80% | 56% | 76% | 65,3% | 57,3% | 65,3% |
Pontuação das equipes no Mundial de Construtores após 3 etapas:
| 2026 | 2025 | 2024 | 2023 | 2022 | 2021 | 2020 | 2019 | 2018 | 2017 | 2016 | |
| Aprilia | 101 | 33 | 72 | 51 | 45 | 25 | 11 | 17 | 10 | 10 | 18 |
| Ducati | 69 | 111 | 96 | 103 | 61 | 60 | 42 | 57 | 49 | 43 | 49 |
| Honda | 28 | 36 | 8 | 54 | 24 | 20 | 27 | 51 | 70 | 54 | 66 |
| Yamaha | 9 | 28 | 19 | 43 | 35 | 75 | 70 | 51 | 56 | 70 | 65 |
| KTM | 65 | 34 | 76 | 49 | 55 | 22 | 44 | 18 | 8 | 2 | – |
A MotoGP volta a acelerar entre os dias 24 e 26 de abril, para o GP da Espanha, direto de Jerez, para a 4ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das demais classes do Mundial de Motovelocidade.
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