Em alta, MotoGP começa a formatar composição do grid até temporada 2026

Até aqui, apenas KTM e Ducati renovaram com a Dorna para seguir com a MotoGP por mais cinco anos. A expectativa, porém, é que todas as atuais seis fábricas continuem na classe rainha

Embora tenham vivido momentos amplamente diferentes em 2020, KTM e Ducati deram o pontapé inicial para a composição do grid da MotoGP até a temporada 2026. As duas fábricas foram as primeiras a renovarem o contrato com a Dorna, a promotora do Mundial de Motovelocidade, mas o movimento não chega minimamente como surpresa.

Apesar dos problemas que marcaram a temporada passada, resultado direto da pandemia de Covid-19, a classe rainha vive um excelente momento, não só dentro da pista, mas fora dela.

Embora os números de 2020 não tenham sido divulgados ― ao menos por enquanto ―, dados do ano anterior mostram que a MotoGP teve 14.628 horas de transmissão ao vivo ao redor do mundo, alcançando 433 milhões de residências. Nas redes sociais, a popularidade também é alta: são 2,7 milhões de seguidores no Twitter, 3,82 milhões no YouTube, 10,3 milhões no Instagram e mais de 13,9 milhões no Facebook.

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Ducati destacou a importância de estar na MotoGP (Foto: Divulgação/MotoGP)

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Apesar de seus atletas estarem longe do volume de seguidores de jogadores de futebol como Cristiano Ronaldo, Lionel Messi e Neymar, por exemplo, os pilotos contam com números expressivos. Maior expoente da categoria, Valentino Rossi acumula 9,8 milhões de seguidores no Instagram, enquanto Marc Márquez tem 5,3 milhões. O novo campeão Joan Mir ainda precisa ganhar um fôlego nas redes, mas tem 405 mil seguidores.

E se fora da pista as coisas estão assim positivas, dentro o cenário não é diferente. Apesar de só 14 corridas, a MotoGP viu quatro das seis fábricas vencerem em 2020, com exceção da Aprilia ― que ainda precisa acertar a mão com a RS-GP ― e a Honda ― que teve um ano incomum por conta da ausência do mais velho dos Márquez. Além disso, foram nove vencedores diferentes e 15 pilotos passando pelo pódio.

Caçula entre as marcas da MotoGP, a KTM deu um salto importantíssimo no ano passado. Trabalhando com Dani Pedrosa nos bastidores, a marca austríaca evoluiu bastante a RC16 e, de surpresa, virou protagonista: foram três vitórias ano passado ― uma com Brad Binder e duas com Miguel Oliveira.

Vencedora em todas as modalidades em que participa, era um fato conhecido que a KTM chegaria também na MotoGP, mas não deixa de espantar a velocidade com que esse trabalho foi feito. Agora protagonista, a casa de Mattighofen vai seguir perseguindo o sonho do título.

É bom lembrar, porém, que embora o anúncio tenha vindo só este mês, a cúpula da KTM já tinha anunciado que seguiria no esporte. Afinal, não existe motivo algum para ir embora. O sonho de ver campeão um piloto que cresceu na casa ― passando por classes menores, como Rookies Cup, Moto3 e Moto2 ― é plenamente possível.

Do lado da Ducati, 2020 não foi exatamente tão ruim quanto pareceu. Embora tenha ficado o gosto amargo da não conquista do Mundial de Pilotos, a fábrica de Bolonha levou no ano passado o segundo troféu de Construtores. Mas, verdade seja dita, a Desmosedici não foi a melhor moto do grid. A GSX-RR da Suzuki se mostrou bastante mais competitiva e confiável.

Ainda assim, como disse no próprio comunicado de permanência na categoria, a casa de Borgo Panigale encara a MotoGP como um importante laboratório. Assim, normal que permaneça.

KTM e Ducati abriram a fila, mas a expectativa é mesmo pela permanência de todas as seis marcas. A Yamaha, por exemplo, disse no ano passado, na ocasião do anúncio da transferência de Valentino Rossi para a SRT, que certamente renovaria o vínculo. A Honda, por sua vez, vê desde a fundação as corridas como parte de seu DNA.

Aprilia e Suzuki ainda não fizeram grandes manifestações sobre o futuro, mas, ao menos por agora, é difícil imaginar a partida de alguém.

Todavia, é igualmente inesperado o desembarque de alguma novidade, uma decepção para aqueles que gostariam de ver o retorno de marcas como Kawasaki e BMW. Apesar de a MotoGP contar com um regulamento que privilegia recém-chegados, com alternativas para permitir um desenvolvimento acelerado, esses construtores tem reiteradamente negado o interesse em voltar ao grid.

E, verdade seja dita, a classe rainha tampouco se interessa por mais alguém, já que entende que já tem um grid completo.

Pelo que sabemos hoje, KTM, Ducati, Yamaha, Suzuki, Aprilia e Honda serão as seis construtoras até 2026. E não há motivo para ser diferente.

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