Di Giannantonio reclama de calendário muito longo da MotoGP: “É demais para o corpo”

Fabio Di Giannantonio avaliou que o calendário da MotoGP é muito longo e exigente para os pilotos. Queixa do italiano da VR46 encontrou eco com Johann Zarco, Marco Bezzecchi, Francesco Bagnaia e Pedro Acosta

Fabio Di Giannantonio reclamou do tamanho do calendário da MotoGP. O italiano da VR46 avaliou que 22 etapas é muita coisa e destacou que, além das muitas viagens, é difícil também manter a forma física, já que falta tempo para treinar.

Em 2025, a MotoGP conseguiu tirar do papel o maior calendário da história, com 22 etapas. No total, os pilotos fizeram 44 corridas, já que todas as paradas contam com rodadas duplas: uma prova sprint e um GP.

“São muitas [corridas]”, disse Di Giannantonio. “São muitos dias de viagem, é demais para o corpo. 44 corridas é muita coisa”, insistiu.

O parceiro de Franco Morbidelli destacou que os pilotos conseguem um bom preparo físico em janeiro, mas, depois, conseguem apenas trabalhar para conservar a forma, já que não tem mais o mesmo tempo para manter um bom preparo.

Fabio Di Giannantonio considerou que o calendário da MotoGP é muito grande (Foto: VR46)

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“Zero treino. Você treina muito em um mês, digamos, em janeiro, e aí você tenta manter a forma da melhor maneira possível ao longo do ano. É completamente normal que a forma física decaia um pouco”, comentou. “Mas é para isso que somos pagos, então temos de aguentar”, completou.

Johann Zarco acompanhou a posição de Di Giannantonio e lembrou que os pilotos têm de manter a forma também para o teste de Valência, logo após o fim da temporada.

“Podemos sentir o peso das 22 corridas. O corpo tem dificuldade”, assumiu Johann. “Vamos precisar de um pouco mais de descanso [no inverno] para poder voltar com uma energia melhor. Talvez a gente chegue para o fim de semana com 70% ou 80% da energia, não 100%”, avaliou.

“Mas sabemos que quando damos aquele último impulso no domingo [em Valência], aí precisamos ficar focados na terça-feira, pois precisamos estar bem na terça-feira. Se você não tem energia o bastante na terça-feira, acaba sendo perigoso, pois você sempre precisa estar se sentindo bem e estar com a cabeça boa na moto”, ponderou.

Marco Bezzecchi foi mais um a concordar que o calendário de 22 etapas é muito grande, mas avaliou que a percepção dos pilotos também é afetada pelos resultados obtidos ao longo do ano.

“Depende muito do humor, porque se você está indo bem, você curte e sente que as corridas estão passando super rápido. No meu caso, por exemplo, depois de Jerez, o tempo voou”, comentou o italiano, que mostrou uma performance forte com a Aprilia RS-GP. “É difícil ter 22 corridas de moto, 44 com as sprints. Fisicamente é duro, mentalmente também. Mas, se você consegue construir uma relação com a equipe e sente-se bem nas corridas, então estamos fazendo o que amamos, aí tudo bem”, completou.

Em um momento em que a MotoGP fala sobre expandir o calendário para novas praças, Francesco Bagnaia concordou que é bom estar fora da Europa, mas reconheceu que gostaria que o campeonato de 2025 tivesse terminado mais cedo, especialmente por ter sido um ano muito duro para o titular da Ducati.

“Estamos preparados para tudo e acho que é justo ter um calendário como este. Nós curtimos pilotar e, sinceramente, fazer mais corridas fora da Europa é bom e nós nos divertimos”, indicou Pecco. “Na minha situação, honestamente, é mais difícil, mas é o que é ― e é ótimo que seja assim. Ano passado, eu precisava de uma corrida mais. Esta temporada, de cinco a menos. Mas é assim que é”, resumiu.

Pedro Acosta disse não ter problemas com o calendário maior, mas frisou que as lesões agora representam um problema maior para os pilotos.

“Acho que é um bom número. Passamos muito tempo com a equipe. E é bom [ter mais corridas], mesmo nos momentos ruins, para mantermos o fluxo”, considerou o espanhol da KTM. “É verdade que é bem duro para os pilotos que se machucaram. Normalmente, no passado, você perdia uma ou duas corridas, e agora você perde talvez quatro em sequência se a lesão não for muito grande”, encerrou.

MotoGP está de férias e só volta a acelerar nos dias 29, 30 e 31 de janeiro de 2026, com o shakedown direto de Sepang, na Malásia. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade.

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