Quartararo leva melhor em revanche com Portimão e mostra maturidade na MotoGP

Depois de fechar a corrida do ano passado apenas em 14º, o francês de Nice fez as pazes com o traçado do Algarve, assumiu a liderança da MotoGP e mostrou que amadureceu bastante

Marc Márquez acabou a corrida em Portimão cansado (Vídeo: MotoGP)

Fabio Quartararo saiu vitorioso da revanche com o autódromo de Portimão. Depois de terminar a corrida do ano passado apenas em 14º, o piloto da Yamaha deu a volta por cima e saiu vitorioso do GP de Portugal deste domingo (18).

Dono do melhor ritmo de uma pole herdada, Fabio mais uma vez deixou evidente o quanto a YZR-M1 precisa melhorar no quesito largada. Além do já conhecido déficit de potência do motor de Iwata, ficou claro mais uma vez que a falta do dispositivo holeshot dianteiro faz muita diferença, uma vez que as motos que baixam também a frente dos protótipos têm saído melhor.

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Fabio Quartararo venceu a segunda seguida em 2021 (Foto: Michelin)

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A queda da pole para o sexto lugar, porém, não desesperou Fabio. Em uma região onde a Praia da Rocha é um destino popular, o piloto remou de forma sólida e, pouco a pouco, foi avançando até tomar a ponta na nona volta. Como tinha previsto no sábado, faltou ritmo para escapar: Álex Rins conseguiu acompanhá-lo e os dois formaram um novo pelotão.

O titular da Suzuki foi a sombra de Quartararo até restarem sete voltas, mas uma queda do espanhol deixou o piloto da moto #20 com mais de 4s de frente, o que foi suficiente para assegurar a segunda vitória do ano ― e a quinta da carreira na MotoGP.

“Larguei bem, mas tive dificuldade para ser tão rápido quanto os demais nos primeiros metros. É um pequeno detalhe que precisamos melhorar”, disse Quartararo. “Forcei o máximo na corrida, sabia que podia forçar sem pensar nos pneus, trabalhando com os mapas [de motor]. Acho que nunca tive um ritmo tão forte”, comentou.

“Com a pressão de Rins atrás, era muito difícil, mas valeu a pena forçar assim, pois foi uma corrida incrível”, avaliou.

Fabio esclareceu, também, que a sinalização da Yamaha para trocar o mapa do motor não é uma espécie de tutela, mas um lembrete de que ele precisa fazê-lo.

“Temos o plano de a equipe me avisar quando eu tiver de mudar o mapa, mas é mais um aviso para eu lembrar de fazer. Eu já tinha feito antes, mas, às vezes, você esquece na corrida e é um sinal que temos para poder pensar, respirar e seguir concentrado”, explicou.

Quartararo considerou, também, que a virada em termos de performance em Portugal, embora reflita também a melhora da Yamaha, é fruto de uma nova mentalidade.

“Agora é mais uma questão de cabeça do que de outra coisa. A moto está melhor, com certeza, a sensação é muito boa. A Yamaha fez um trabalho perfeito, mas é mais a cabeça”, apontou. “No ano passado, eu cheguei aqui em um momento em que eu tinha perdido a oportunidade de ganhar o campeonato, tinha tido duas quedas em Valência, estava super mal e cheguei com uma mentalidade muito negativa”, recordou.

“70% disso está na cabeça. O resto, na moto. Eu aprendi muito. No ano passado, não estava tão frustrado por perder a oportunidade de ser campeão, mas aprendemos muitas coisas. Fico feliz com isso”, concluiu.

Com o resultado, Quartararo assumiu a liderança da MotoGP, com 61 pontos, 15 a mais que Francesco Bagnaia, o segundo colocado. Agora resta saber se ele conseguirá manter a performance no nível de 2019 ou se vai voltar para a irregularidade do ano passado.

A MotoGP volta às pistas em 2 de maio, para o GP da Espanha, em Jerez de la FronteraAcompanhe a cobertura do GRANDE PRÊMIO sobre o Mundial de Motovelocidade.

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