GUIA 2020: Pandemia desfigura calendário e provoca mudanças nas regras da MotoGP

O adiamento provocado pela pandemia de Covid-19 causou uma drástica mudança no calendário da temporada 2020 da MotoGP, que perdeu provas clássicas como os GPs da Holanda e da Itália. Além disso, a FIM (Federação Internacional de Motociclismo) foi forçada a fazer modificações no regulamento para lidar com a nova situação

A PANDEMIA DO NOVO CORONAVÍRUS VIROU A MOTOGP DE CABEÇA PARA BAIXO. Por conta do isolamento social necessário para conter a disseminação da Covid-19, o início da temporada precisou ser adiado e o campeonato de 2020 vai começar apenas neste fim de semana, pelo GP da Espanha, em Jerez de la Frontera.

Por conta do atraso, a Dorna, promotora do Mundial, foi forçada a retalhar o calendário, tirando de cena provas clássicas e transformando a competição em um campeonato europeu. Além do número reduzido de etapas ― 13 confirmadas até aqui contra o calendário original de 20 paradas ―, a programação deste ano conta com repetição de traçados e está muito mais condensada do que o plano original.

Assen vai ficar de fora do calendário da MotoGP pela primeira vez (Foto: Divulgação)
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Até aqui, são 13 etapas e três pendências: os GPs da Tailândia, da Argentina e da Malásia. A prova em Austin foi oficialmente cancelada no último dia 10.

Por outro lado, a Tailândia já manifestou publicamente o desejo de sediar uma corrida este ano. O país tem uma das provas de maior público da temporada e é também um dos maiores mercados do mundo na indústria de motos.

Por enquanto, porém, o certo são as 13 etapas em 18 fins de semana. A titulo de comparação, no ano passado foram 19 GPs em 37 fins de semana.

A temporada vai começar pelo GP da Espanha, em 19 de julho, e, já na semana seguinte, segue em Jerez para o GP de Andaluzia. Em 9 de agosto, Brno acolhe o GP da Tchéquia. Na semana seguinte, o Mundial desembarca em Spielberg para os GPs da Áustria e da Estíria. Em 13 de setembro será a vez do GP de San Marino e da Riviera de Rimini, que será seguido pelo GP de Emilia-Romanha e da Riviera de Rimini, ambos em Misano. O GP da Catalunha acontece em 27 de setembro, seguido pelo GP da França. O MotorLand recebe os GPs de Aragão e Teruel em 18 e 25 de outubro, respectivamente. A caravana, então, segue para Valência, para os GPs da Europa e da Comunidade Valenciana.

Fora do calendário, a Holanda encerra uma longa tradição: Assen era o único circuito a receber etapas anualmente desde a criação do campeonato em 1949. O GP da Itália, em Mugello, também ficou de fora, assim como o GP da Alemanha.

Também, 2020 vai frustrar a volta do GP da Finlândia ao calendário. O KymiRing faria sua estreia no Mundial de Motovelocidade, mas o adiamento causado pelo surto de Covid-19 impediu a realização do teste necessário para confirmar a realização da corrida.

Mas as mudanças não se restringem apenas ao calendário. Por conta da pandemia, o Mundial de Motovelocidade teve de limitar o número de pessoas no paddock e, assim, as equipes serão reduzidas neste ano: 40 pessoas nos times de fábrica da MotoGP, 25 nas estruturas privadas da classe rainha, 20 na Moto2 e 15 na Moto3.

E não é só isso. Em abril, a FIM (Federação Internacional de Motociclismo) anunciou mudanças no regulamento para conter os gastos no Mundial. Assim, as especificações de motor e aerodinâmica ficam congeladas e serão utilizadas também em 2021. No caso de Moto3 e Moto2, as motos seguirão integralmente as mesmas também no próximo ano.

Outra mudança diz respeito ao número de motores permitidos no ano. Com um calendário de até 14 etapas, as fábricas da MotoGP estão limitadas a cinco propulsores no ano, enquanto os times que contam com concessões ― Aprilia e KTM ― podem usar até sete.

Por conta do número limitado de pessoas presentes no paddock, a MotoGP também decidiu que 2020 não contará com a participação de wild-cards. Jorge Lorenzo já estava confirmado como convidado para o GP da Catalunha, mas não poderá correr. O mesmo acontece com Michele Pirro, que costuma participar de algumas corridas pela Ducati.

Algumas coisas, porém, seguem sendo verdade. Para 2020, a Michelin vai introduzir uma nova construção do pneu slick traseiro. É a primeira mudança feita pela fábrica francesa em dois anos e a expectativa é de tempos melhores neste campeonato.

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