Guia MotoGP 2018: Após provar que Ducati pode vencer, Dovizioso parte para terminar o que começou. E como favorito

Andrea Dovizioso foi o homem que mostrou que a Ducati é capaz de vencer. Contra todas as expectativas, o reservado italiano não se intimidou com a chegada do tricampeão Jorge Lorenzo à esquadra vermelha, se colocou bravamente na briga do título em 2017 e agora parte para terminar o que começou. Profundo conhecedor da manhosa moto de Borgo Panigale, Dovizioso já se permite sonhar e deve novamente entrar na batalha pelo campeonato em 2018

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Há um ano, era difícil imaginar que Andrea Dovizioso seria o homem da Ducati. O homem que provaria que a excêntrica moto italiana era capaz de vencer e de se colocar, verdadeiramente, na batalha pelo título. A verdade era que toda a expectativa girava em torno da contratação de gala dos vermelhos: Jorge Lorenzo. O tricampeão chegava com status de astro, badalado e com um enorme salário, só que a realidade se mostrou bem distinta em Borgo Panigale. O trabalhador e centrado piloto de 31 anos não se intimidou com o novo companheiro de equipe, aceitou a condição de coadjuvante, mas virou o jogo.

 
Dovi abriu o campeonato com um bom segundo lugar no Catar, depois de um fim de semana difícil e uma corrida ainda mais complicada. Aí veio o abandono na Argentina e uma sequência de resultados sem grande brilho, até a vitória em pleno circuito de Mugello. Foi quase apoteótica. Talvez um ponto de mudança na confiança e na crença de que era possível sonhar. Ainda que o piloto se recusasse a admitir. 
Andrea Dovizioso é candidato ao título em 2018 na MotoGP (Foto: Ducati)
O #4 emendou mais uma grande atuação na Catalunha, onde venceu depois de sair de sétimo. Andrea já arriscava mais, buscava mais a corrida para si. Só que a virada mesmo surgiu na segunda parte da temporada, com um estrondoso triunfo na Áustria, onde usou a inteligência para segurar Marc Márquez na curva final. Ganhou de novo na Inglaterra. Já era, então, candidato à taça. Viveu mais um período irregular, até subir ao alto do pódio no Japão, após mais uma luta corajosa contra Márquez. E venceu na Malásia logo duas semanas depois.

O problema é que Márquez vinha em um ano consistência também e se colocou à frente em momentos importantes. De qualquer forma, Andrea levou a disputa até a última corrida. Em Valência, faltou o desempenho e uma queda acabou com suas chances.

 

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Ainda assim, ao longo da temporada, Andrea esbanjou inteligência, frieza e coragem ao lidar com o extremo arrojo e velocidade de Márquez, foi consistente o suficiente para se manter na luta até o fim e venceu corridas importantes. Mas, mais que isso, mostrou que a Ducati estava de volta ao páreo. É bem certo que não chegou ao triunfo máximo, mas deixou claro que já não havia mais razão para subestimá-lo. Dovizioso se tornara um competidor de ponta, cujo o título agora parece ser uma questão de tempo.
 
E a Ducati deve mesmo seguir o caminho aberto no ano passado. Isso ficou claro com a performance apresentada na pré-temporada. A Desmosedici deu mais um passo à frente. O #4 não escondeu a satisfação com a performance durante os testes e, sim, mesmo contrariando a própria personalidade, já se permite sonhar. E se vê como candidato ao título.
 
"Normalmente, é difícil testar tudo que você tem imediatamente, mas até agora fizemos tudo perfeitamente: Malásia, Tailândia e Catar. Então, estou realmente feliz com todos os pedaços que a Ducati trouxe no inverno", disse Dovizioso após o fim da pré-temporada. "Podemos confirmar nossa competitividade e rapidez. Somos, inclusive, mais rápidos do que no ano passado", completou. 
 
"Me encanta que me vejam como o homem a ser batido. Nos testes, dá para entender muitas coisas, mas não todas. Temos de esperar a corrida. Pode ser que tenha sido o melhor teste da minha vida", acrescentou um Dovizioso, que agora já se permite sonhar. 
Andrea Dovizioso foi bem nos testes coletivos e impressionou (Foto: Ducati)

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Dos testes, dá para concluir que a Ducati tem uma moto veloz em ritmo de classificação, mas também consistente em desempenho de corrida – o que acaba sendo o fator de maior peso para o campeonato. A combinação vencedora anima Andrea, agora um homem mais feliz e confiante na própria capacidade. 

 
Assim, Dovi entra em sua sexta temporada pela Ducati mais forte do que nunca. Provou que a Desmosedici é uma moto vencedora e que, ao menos em suas mãos, é também favorita, assim como ele próprio, agora um dos grandes da MotoGP.

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