Honda foca na recuperação de Marc Márquez após Indonésia: “Queremos que ele descanse”

Chefe da equipe, Alberto Puig avaliou que a Honda viveu uma situação “nada boa” na Indonésia e lamentou o número elevado de quedas de Marc Márquez

Marc Márquez foi arremessado da Honda em uma queda no warm-up (Vídeo: Reprodução/MotoGP)

Chefe da Honda, Alberto Puig afirmou que a recuperação de Marc Márquez é o próximo passo da equipe na temporada 2022 da MotoGP. O dirigente lamentou o número elevado de quedas do hexacampeão da classe rainha no fim de semana do GP da Indonésia e deixou claro que a tarefa do #93 agora é descansar após sofrer uma concussão.

O mais velho dos irmãos Márquez acabou barrado pelos médicos de participar do GP em Mandalika após sofrer uma fortíssima queda durante o warm-up da manhã de domingo (20). O espanhol já tinha levado outros tombos no fim de semana, inclusive dois na classificação, mas nada comparável ao que aconteceu quando foi arremessado da moto na curva 7 do circuito localizado em Lombok.

CLASSIFICAÇÃO DA MOTOGP
Bastianini vai mal na Indonésia, mas segue líder na MotoGP

Honda espera pela recuperação de Marc Márquez (Foto: Honda)

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2

“O próximo passo é a recuperação dele. Este fim de semana foi muito duro, a queda no warm-up, a quarta do fim de semana, foi enorme”, reconheceu Puig. “No momento, queremos que ele descanse. Tomamos a decisão certa com as circunstâncias da queda dele”, defendeu.

O fim de semana, aliás, não foi bom para a Honda como um todo. Depois de comandar os testes de pré-temporada no traçado indonésio, as RC213V sentiram o impacto de uma mudança nos pneus feita pela Michelin. A fornecedora francesa mudou o revestimento dos pneus por temer o impacto das altas temperaturas na durabilidade dos calçados, o que impactou na performance de alguns protótipos.

Nenhuma das Honda conseguiu avançar à fase final da classificação e o melhor resultado em Mandalika foi registrado por Pol Espargaró, que acabou em 12º, 33s599 atrás de Miguel Oliveira, o vencedor da corrida no molhado.

“A sensação, falando francamente, não foi nada boa. O primeiro ponto: Marc caiu muito e não pôde correr. O segundo ponto: na pré-temporada, nós fomos muito rápidos e aí, de repente, a Michelin mudou o pneu e a nossa moto mudou completamente”, resumiu Puig. “Nós ainda não entendemos plenamente o que aconteceu e teremos de discutir profundamente com a Michelin a situação. De sermos muito, muito rápidos há um mês para a situação deste fim de semana, é muito difícil para os nossos pilotos serem consistentes e serem confiantes. No geral, não podemos estar felizes”, defendeu.

O dirigente explicou que, além das dificuldades com a performance da moto, Pol ainda teve um problema com o capacete, o que afetou a visibilidade em uma corrida onde as condições já eram ruins por causa da chuva.

“Durante a corrida, Pol teve um grande problema com o capacete dele. Parece que ele não podia ver direito e acho que ele vai checar o que aconteceu com o fabricante”, relatou Alberto. “Claramente, ele não foi rápido, mas, pelo que nos disse e a equipe depois da corrida, ele não conseguia ver desde a primeira volta. Com uma quantidade tão grande de água por estar em um grupo de quatro ou cinco pilotos, se você não pode enxergar, não tem chance nenhuma. Não foi um bom resultado para ele”, concluiu.

MotoGP volta a acelerar no dia 3 de abril, para o GP da Argentina, no circuito de Termas de Río Hondo. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da terceira etapa do Mundial de Motovelocidade 2022.

ASSISTA
Indonésia apela até para xamã para realizar GP em meio a temporal

MOTOGP DÁ BOLA FORA COM DOCUMENTÁRIO FANTASMA
Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube

Saiba como ajudar