Zarco nega que liderança da MotoGP seja redenção por fase na KTM: “Parte da vida”

Francês considerou que não é momento de pensar em redenção e, mesmo sem saber se tomou a decisão certa ao deixar a KTM, se mostrou satisfeito com o caminhar da carreira

Assista aos melhores momentos do GP de Doha de MotoGP (Vídeo: GRANDE PRÊMIO com Reuters)

Johann Zarco negou que a liderança da MotoGP seja uma espécie de redenção pela campanha ruim que teve durante a passagem pela KTM. O francês afirmou que ainda não sabe se tomou a decisão certa, mas se disse satisfeito com o rumo atual da carreira.

Depois de se destacar correndo pela Tech3, então parceira da Yamaha, Zarco assinou com a KTM por dois anos, mas ainda em meados de 2019 pediu para ser dispensado na metade do contrato. A fábrica austríaca acabou por tirá-lo da RC16 ainda no meio do campeonato, o que deixou o piloto em uma situação difícil.

Johann Zarco lidera o campeonato com quatro pontos de vantagem para Fabio Quartararo (Foto: Pramac)

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Johann acabou voltando ao grid no fim do ano para substituir Takaaki Nakagami, que precisou se ausentar para passar por uma cirurgia, mas a experiência na LCR não o ajudou a assegurar um lugar na Honda. Quando parecia que tudo estava perdido, Gigi Dall’Igna apareceu para convencer o francês a dar uma chance para a Ducati e correr com a Avintia em 2020.

A temporada com a equipe de Raúl Romero foi positiva, o que acarretou em uma chance com a Pramac, com uma Desmosedici de fábrica. Agora, depois de dois pódios o Catar, Zarco soma 40 pontos e lidera o Mundial.

Questionado se a liderança do Mundial é uma redenção pelos tempos de KTM, Zarco respondeu: “O que acontece há dois anos, é parte da vida. Tomei algumas decisões e agora estou muito feliz por estar de novo com caras de ponta e curtindo”.

“Nas primeiras duas corridas, eu me diverti muito e é uma sensação muito boa para controlar. Então não acho ― e nem é hora de pensar nisso ― que seja uma redenção”, comentou. “Você vive o momento e, agora, é este momento com a Pramac e a Ducati. O que eu decidi há dois anos, está feito”, considerou.

“Eu estou feliz. Não posso dizer se foi a coisa certa ou não. Tomei a decisão do meu jeito e, graças a Ducati, estou aqui”, reconheceu.

Segundo colocado no GP de Doha, Zarco avaliou que poderia ter lutado com Fabio Quartararo pela vitória, mas reconhece que a velocidade de Jorge Martín dificultou a tentativa de alcançar o conterrâneo da Yamaha.

“Com Jorge liderando a corrida, eu esperava ter um ritmo mais lento do que na semana passada, pois ele é um estreante e talvez tivesse algum estresse. No fim, ele foi mais rápido, pois depois de meia corrida, em comparação com Pecco [Bagnaia], ele foi mantendo o ritmo em 1min55s”, afirmou. “Fiquei feliz, porque estava me sentindo bem atrás dele e toda vez que alguém me ultrapassava, graças ao motor, eu conseguia ser segundo de novo”, relatou.

“Para mim, foi uma corrida perfeita como a da semana passada para ter esse controle, manter a energia de lutar no final, talvez pela vitória”, opinou. “Consegui pensar mais na vitória, pois quando Fabio veio com quatro voltas para o fim, estava me sentindo muito bem e acho que os pneus não estavam ruins para termos uma chance de vitória. Mas quando ele passou Jorge, imediatamente abriu vantagem. Eu também queria ultrapassar, mas Jorge estava um pouco rápido demais e era difícil ultrapassá-lo”, concluiu.

A MotoGP retorna às pistas em 18 de abril para o GP de Portugal, em Portimão, terceira etapa da temporada 2021 do Mundial de Motovelocidade.

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