Martín até titubeia, mas aproveita Bagnaia apagado e vira jogo da MotoGP na Indonésia

Jorge Martín até falhou na classificação, mas não repetiu o erro na corrida sprint, venceu em Mandalika e tomou de Francesco Bagnaia a liderança da MotoGP

Jorge Martín tanto caçou que conseguiu abocanhar a presa na temporada 2023 da MotoGP. Vencedor da corrida sprint deste sábado (14), o espanhol da Pramac virou o jogo para cima de Francesco Bagnaia e é o novo líder do Mundial de Pilotos.

Como vinha acontecendo há algumas etapas, Martín voltou a mostrar boa forma, mas, desta vez, não sem falhas. Na classificação em Mandalika, depois de ver Bagnaia ficar preso no Q1, o #89 desperdiçou a chance de pole — que ficou nas mãos de um impressionante Luca Marini — e garantiu ‘apenas’ o sexto posto no grid. O último lugar da segunda fila, contudo, não foi o bastante para impedir a vitória.

Ducati colocou três pilotos no pódio da sprint (Foto: Red Bull Content Pool)

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Apagando a impressão de que tinha sentido a pressão de poder virar o jogo no campeonato, já que chegou à ilha de Lombok com só três pontos de atraso para o #1, Jorge logo foi ao ataque e escalou o pelotão até tomar a ponta. Nos giros finais da corrida curta do GP da Indonésia, Marini até chegou a se aproximar, mas um erro do titular da VR46 encurtou o caminho do piloto da Pramac rumo à vitória.

Enquanto isso, Bagnaia pouco fez. Com exceção de uma posição ganha na largada, o #1 só avançou aproveitando erros e quedas de quem vinha à frente, permanecendo encaixotado atrás do companheiro de Ducati ao longo de toda a corrida, sem jamais ter ameaçado efetivamente Enea Bastianini.

Assim, Martín ampliou a sangria, virou o jogo para cima de Bagnaia e agora não só lidera o Mundial de Pilotos, mas também abre uma vantagem de sete pontos. O campeonato, claro, está longe de ser definido, mas fato é que Pecco, que ano passado alcançou o título depois de engolir uma ampla vantagem construída por Fabio Quartararo, agora se vê na posição inversa: de caçador, o italiano virou a presa. E acabou — preso em uma armadilha.

“Estou feliz, mas não podia ser diferente. É um sonho liderar a MotoGP, mas a minha mentalidade continua a mesma, pois foi o que me trouxe até aqui”, disse Martín em entrevista à emissora Sky Italia. “A pressão não está em mim, porque não estou em uma equipe de fábrica, como venho dizendo há algumas corridas. Minha mentalidade segue a mesma, por isso, esperamos continuar nos divertindo nas próximas corridas e aumentar ainda mais a vantagem”, avisou.

Jorge destacou que teve um dia complicado, mas celebrou o fato de ter podido esclarecer uma dúvida em relação aos pneus.

“Foi um dia complicado, mas, no fim, saímos vencedores”, apontou. “Me senti muito bem no TL2, dei um passo muito grande com o pneu dianteiro. Com o macio, pude fazer muitas voltas e tinha muitas duvidas em relação ao pneu dianteiro, por causa do desgaste, mas conseguimos esclarecer e, no fim, deu para correr com o macio na frente”, seguiu.

Jorge Martín tomou a liderança da MotoGP (Foto: Red Bull Content Pool)

“Trabalhei também para amanhã. E largar em sexto na corrida, não é a pior posição vendo como estão Pecco e Marco, mas também não é fácil, pois tem um espaço muito pequeno até a curva”, ponderou. “Fui capaz de ir recuperando posições, ultrapassando pouco a pouco. Era uma pista em que eu achava que seria muito mais difícil ultrapassar, mas consegui arranjar espaço onde não tinha. Espero aguentar amanhã”, acrescentou.

Ao serviço de streaming espanhol DAZN, Jorge exaltou a atuação de Marini e Bezzechi, que foram ao pódio na sprint ambos vindo de cirurgia.

“O físico é muito difícil. O que Marco e Marini fizeram me parece incrível nesta pista, com as lesões deles na clavícula”, elogiou. “No fim, extraímos o máximo possível e esperamos brigar pela vitória amanhã. Será muito difícil escolher o pneu, mas estou feliz”, sublinhou.

O piloto de Madri, contudo, assumiu que cometeu um “erro de novato” na classificação, quando caiu nos primeiros instantes do Q2.

“Me desconcentrei olhando a televisão e caí”, contou. “Cometi um erro de novato. Foi um erro, mas acordei de tarde”, avaliou.

Bagnaia assumiu o dia difícil, mas avaliou que o desfecho de sábado era esperado após a classificação ruim.

“Hoje foi difícil, sabíamos que seria complicado largando tão atrás”, disse Pecco. “Nas primeiras voltas com pneu novo, sofri para encontrar o limite”, assumiu.

Eliminado no Q1, Bagnaia fez a melhor volta na classificação em 1min30s626, marca que o deixaria muito mais à frente se tivesse ido para a fase final.

“Perdi o Q2, mas o mesmo tempo teria dado uma segunda fila no grid”, comentou.

Preso atrás de Bastianini por toda a corrida, Bagnaia indicou que a única forma de superar o colega de Ducati era jogando-o para fora da pista.

“Na corrida, eu me senti bem com a pista livre, estava andando mais rápido que os líderes, mas a única maneira de ultrapassar o Enea era jogando-o para fora e isso não é algo que faço”, completou.

A largada da corrida principal da MotoGP no GP da Indonésia, em Mandalika, está marcada para às 4h (de Brasília), deste domingo (15). O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade.

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