LCR exibe moto de Nakagami para temporada de tudo ou nada na MotoGP

No último ano do contrato com a HRC, a divisão esportiva da Honda, piloto japonês inicia o ano pressionado a mostrar resultados se quiser manter o lugar na MotoGP. Protótipo de Álex Rins foi apresentado mais cedo

Pouco depois de apresentar a moto de Álex Rins para a temporada 2023 da MotoGP, a LCR revelou ao mundo nesta terça-feira (7) a Honda RC213V que será utilizada por Takaaki Nakagami na classe rainha do Mundial de Motovelocidade. Os eventos separados são por conta dos patrocinadores diferentes de cada uma das motos.

A LCR usou o mesmo conceito de ‘sonho’ para revelar ao mundo o equipamento do piloto japonês. Mas se Rins precisou montar a própria moto, o de Takaaki foi uma viagem ao tempo que o levou direto para 1953. Na garagem da equipe, ao som de ‘Brand New Car’, de Ofer Koren, o próprio chefe Lucio Cecchinello vestido a caráter e apresentando o ‘inovador’ modelo, para desespero de Kakagami, que acordou do pesadelo.

Nakagami vai para a sua sexta temporada na MotoGP (Foto: LCR Honda)

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“Meu sonho inicial foi quando eu tinha nove anos. Eu tive a grande chance de visitar o GP do Japão, em Motegi, e encontrei pela primeira vez o meu ídolo, Daijiro Kato. Foi a primeira vez que o encontrei, e naquele momento ele me deu as botas que estava usando. Essas botas ainda estão na minha casa, e depois disso, eu entendi que talvez quisesse um dia ser como ele”, declarou o piloto.

Enquanto Rins chega como uma nova esperança para a LCR, Nakagami vive um momento de pressão. O japonês de Chiba, que vai para o sexto ano na MotoGP, esteve próximo de perder o lugar para Ai Ogura no ano passado, mas o vice-campeão da Moto2 preferiu seguir na classe intermediária.

Assim, Nakagami, que sempre foi uma aposta da Honda, ganhou sobrevida na elite da motovelocidade. Mas os fatos são claros: nos 83 GPs que acumula na MotoGP, Taka não conseguiu nenhum pódio e tem uma única pole no currículo — conquistada no GP de Teruel de 2020.

É verdade, porém, que a Honda não vive o melhor momento. A RC213V vive uma crise de competitividade, e a montadora japonesa terminou na lanterna do Mundial de Construtores do ano passado. Mas a fábrica deu alguns passos para tentar voltar ao rumo certo e vai exigir que Nakagami faça o mesmo.

Com Rins do outro lado da garagem, a pressão fica mais alta. O espanhol é um piloto experimentado, com vitórias no currículo e, ainda que tenha de aprender a lidar com a moto, será o novo padrão de comparação. Para manter o lugar na MotoGP, Takaaki precisará mostrar algo mais logo de cara na MotoGP.

Passadas as apresentações de Yamaha, Gresini, Ducati, Pramac, KTM, Honda, GasGas Tech3, VR46 e agora LCR, restam apenas as exibições de Aprilia, marcada para o dia 10, e RNF, que acontece no próximo dia 16.

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