Marc Márquez vê “melhores sete voltas do ano” apesar de queda na Catalunha: “Eu era eu”

O hexacampeão da MotoGP registrou em Barcelona o terceiro abandono seguido na temporada, mas saiu satisfeito, pois sentiu que estava mais próximo da verdadeira personalidade

Vitória dominante de Oliveira e líder punido: assista aos melhores momentos do GP da Catalunha (GRANDE PRÊMIO com Reuters)

Marc Márquez saiu satisfeito do GP da Catalunha apesar de ter registrado o terceiro abandono consecutivo na temporada 2021 da MotoGP. O espanhol de Cervera considerou que fez em Barcelona as melhores “sete voltas do ano” e ainda conseguiu identificar as fraquezas da Honda.

O hexacampeão da classe rainha ainda não conseguiu recuperar plenamente a forma física depois de toda a epopeia com o braço fraturado no início do campeonato passado. E essa dificuldade tem se refletido nos resultados.

Marc Márquez saiu satisfeito de Barcelona apesar da derrota (Foto: Repsol)

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Na Catalunha, porém, Marc sentiu que não estava só queimando combustível e se viu mais próximo do piloto que costumava ser antes da lesão no braço direito. No domingo (6), Márquez largou em 13º e subiu para nono ainda na primeira volta. No quarto giro, o espanhol já estava em sexto.

Quando o ritmo aumentou, o piloto conhecido pelo #93 tentava acompanhar Aleix Espargaró quando caiu na curva 10.

“Hoje eu curti. Eu estava forçando. Quer dizer, eu era o Marc e, para mim, foram as melhores sete voltas do ano”, disse Márquez. “Estava pilotando como quero”, comentou.

“No grid, eu disse: ‘Hoje é dia de arriscar’, pois só ficar queimando combustível e pneu para ser 12º, 14º, não sou eu”, apontou. “Então foi isso que eu fiz. Eu forcei desde o início. Fiz algumas ultrapassagens e curti, mas assim que todos entraram no ritmo, nós não estávamos no ritmo certo”, reconheceu.

“Sabia que aquelas três, quatro voltas eram criticas, com os outros rodando em 1min40s baixo, o que não era o meu ritmo, mas pensei ‘se conseguir ficar com eles por essas três voltas, vou ficar a corrida toda’”, relatou. “Mas corri muitos riscos naquelas voltas e o que aconteceu foi simples: estava atrás de Aleix [Espargaró], perdendo muito em aceleração e aí tentei recuperar na freada. Não atrasei enormemente o ponto de freada, pois [Maverick] Viñales estava atrás de mim e freou até mais tarde, mas ele conseguiu parar e eu, não. Só travei a dianteira e caí”, explicou.

“Claro, não estou feliz com o resultado, mas estou feliz por causa da maneira como fiz aquelas sete voltas. Prefiro fazer boas sete voltas do que só ficar na moto e terminar”, alegou.

Além de deixá-lo mais realizado, Marc acredita que a corrida catalã o ajudou a ver onde a RC213V perde em relação às motos rivais.

“Do lado da aceleração, não conseguimos aderência e, na entrada da curva, não conseguimos parar a moto, porque também não temos grip na traseira. São dois problemas diferentes, em duas áreas diferentes, mas acho que a solução vai no mesmo caminho”, indicou. “Estamos freando tarde, mas paramos com muita inclinação e, quando você para com muita inclinação, essas coisas [quedas] acontecem, como foi comigo e com Pol [Espargaró] hoje”, pontuou.

“Mas outro ponto é que estamos perdendo muito em aceleração, pois não conseguimos aderência. Se você perde em aceleração, você perde em toda a reta”, ponderou.

A MotoGP volta às pistas no próximo dia 20 de junho, para a disputa do GP da Alemanha, em Sachsenring, oitava etapa da temporada 2021. Acompanhe a cobertura do GRANDE PRÊMIO sobre o Mundial de Motovelocidade.

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