Marc Márquez relata falta de força e diz que “podia ser perigoso” correr GP da Andaluzia

O hexacampeão da MotoGP tentou pilotar neste sábado (25), mas, seis dias após fraturar o braço direito, desistiu às vésperas da classificação. O #93 frisou que foi uma opção dele tentar disputar o GP da Andaluzia

Não deu para Marc Márquez. O piloto da Honda bem que tentou, mas desistiu do GP da Andaluzia após uma única volta no Q1 na tarde deste sábado (25). O #93 explicou que faltou força no braço recém-operado.

O mais velho dos irmãos de Cervera quebrou o braço direito em um forte acidente no GP da Espanha de domingo passado. Operado em Barcelona na última terça-feira, Marc conseguiu a liberação dos médicos para correr na segunda etapa da temporada 2020 da MotoGP. O hexacampeão pulou as atividades de sexta-feira e entrou na pista apenas nesta manhã, quando fechou o TL3 com o 19º tempo.

Marc Márquez agora foca em voltar em Brno (Foto: AFP)

Márquez foi submetido a uma nova avaliação médica, foi considerado apto para correr e voltou à pista no TL4. Tão logo o cronômetro foi acionado no Q1, Marc deixou os boxes, mas voltou imediatamente. Pouco depois, a Honda anunciou que era o fim da linha para o piloto em Jerez.

Falando ao serviço de streaming espanhol DAZN, Márquez explicou que se sentiu bem pela manhã, mas teve mais dificuldades nas sessões da tarde.

“Foi uma semana difícil. Aconteceu de tudo, começando pela fratura de domingo passado. Nem imaginava estar aqui neste fim de semana. Uma vez que te operam, se você tem paixão por alguma coisa e tem essa entrega, sempre sendo consciente, realista e escutando o corpo, você tem de tentar. Aí você fica com a consciência tranquila”, disse Marc. “Quando testamos de manhã, achei que era possível. Me sentia bem. Me custava mais fazer o tempo de ataque, mas, fora isso, tudo ia bem”, seguiu.

“De tarde, fiz um trecho longo que foi bom e parei nos boxes. Quando saí, vi que algo tinha acontecido, talvez pela inflamação. Vi que estava sem força e é aí que você tem de ser realista, escutar as sensações. Foi quando vi que podia ser perigoso. E, quando há perigo no meio, é melhor se afastar. Saí no Q1 e avisei que, se me sentisse assim novamente, teria de parar. E foi o que fiz”, explicou.

O irmão de Álex explicou o passo a passo até chegar em Jerez e reforçou que não foi pressionado para correr.

“Quando tiraram o gesso e eu vi que conseguia mover o cotovelo, que tinha força e que podia fazer flexões sem me cansar muito. É verdade que a dor está sempre presente. Junto com a Honda, nós ponderamos, eu fui para casa, vi como me sentia em cima da moto com o macacão e vi que era possível”, contou. “Acordei isso com a Honda: testar no sábado. Sempre fui eu que pedi, eles nunca me forçaram”, sublinhou.

“Quero agradecer o esforço dos médicos e da equipe que fez com que eu estivesse aqui”, encerrou.

O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP da Andaluzia, terceira etapa do Mundial de Motovelocidade 2020.

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