Medo de sofrer e falta de resultados: Zarco justifica desconfiança da Avintia no passado

O francês afirmou agora se sentir mais confiante com a forma do time e está feliz por poder ter recompensado o duro trabalho de todos

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Johann Zarco afirmou que tinha seus motivos para duvidar da Avintia no final de 2019. O francês explicou que a falta de resultados da equipe o deixou com um pé atrás, especialmente pelo medo de passar por uma temporada de sofrimentos na pista.

A temporada do último ano foi complicada para o piloto. Assinado com a KTM, não conseguiu capitalizar bons resultados e em 13 corridas disputadas com a marca austríaca, conseguiu apenas um top-10. Então, após a corrida em Misano, quebrou o contrato de dois anos.

Quando ainda não tinha casa definida para 2020, rumores começaram a ventilar sobre uma possível ida para a Avintia. Entretanto, na época, chegou a rejeitar o time e até cogitou um retorno para a Moto2. Mas pouco depois fechou o acordo e até mesmo chegou a se desculpar pelas críticas feitas.

Então, no último fim de semana, no GP da Tchéquia, teve saldo bastante positivo. Largando da pole-position em Brno, a primeira desde o GP da França de 2018, cruzou a linha de chegada na terceira colocação, conseguindo o primeiro pódio desde o GP da Malásia do mesmo ano.

Zarco comemorou o pódio em Brno (Foto: Red Bull Content Pool)

“Tinha razão para duvidar sobre a equipe no ano passado, pois sofri muito durante a temporada e não queria sofrer ainda mais, e eles não estavam com grandes resultados. Mas também eram uma equipe privada, não uma satélite. Não tinham o mesmo investimento da Ducati e, neste ponto, tudo é muito caro e todas as peças da moto e todos os detalhes são muito importantes”, destacou o francês.

“Agora, a Ducati está se ocupando de todos esses detalhes na equipe e podemos ver que todos os técnicos da fábrica estão envolvidos, assim como os mecânicos. Colocam muita paixão e estão trabalhando bem”, continuou o piloto de 30 anos.

“No passado, não faltavam bons resultados para a Avinta por mau trabalho dos mecânicos, mas sim porque tinham orçamento muito limitado e não tinham as melhores peças para correr. Por isso sofriam tanto”, sublinhou.

“Agora estou feliz de poder dar esse bom resultado. Todo o final de semana foi muito bom para eles porque um mecânico ou um técnico são muito apaixonados, e quando seu piloto está indo bem, todo o time se sente mais forte”, concluiu.

Com um 11º, um nono lugar e a terceira posição, Zarco tem hoje 28 pontos somados e aparece na sexta colocação da classificação. A próxima etapa do calendário, o GP da Áustria, acontece neste fim de semana.

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